A Alexa e a Siri estão sempre atentas… Especialistas de cibersegurança explicam como proteger a sua privacidade contra os assistentes virtuais

Na era digital, a privacidade tornou-se um bem mais valioso do que nunca. No entanto, paradoxalmente, nunca esteve tão comprometida. A crescente digitalização e o avanço tecnológico trouxeram consigo dispositivos cada vez mais conectados, criando um rasto digital constante e aumentando as preocupações com a segurança dos dados pessoais.

Pedro Gonçalves
Março 2, 2025
12:00

Na era digital, a privacidade tornou-se um bem mais valioso do que nunca. No entanto, paradoxalmente, nunca esteve tão comprometida. A crescente digitalização e o avanço tecnológico trouxeram consigo dispositivos cada vez mais conectados, criando um rasto digital constante e aumentando as preocupações com a segurança dos dados pessoais.

Um dos grandes focos de inquietação são os assistentes virtuais, como Alexa, Siri ou Google Assistant, que já estão presentes em milhões de lares. Estes dispositivos estão programados para ouvir comandos de voz e responder a pedidos específicos, mas muitos utilizadores temem que estejam a captar conversas privadas sem o seu conhecimento.

Os assistentes virtuais escutam tudo?
O Instituto Nacional de Cibersegurança (INCIBE) esclareceu recentemente que, de facto, os assistentes virtuais ouvem as conversas ao seu redor, mas com algumas ressalvas. Estes dispositivos estão constantemente em modo de espera e ativam-se ao detetarem palavras-chave predefinidas, como “Hey Siri” ou “Alexa”. No entanto, isto significa que estão a processar sons continuamente para identificar esses comandos, o que levanta preocupações sobre o que acontece com as informações captadas.

Embora as empresas que desenvolvem estas tecnologias assegurem que as gravações só são guardadas para melhorar os serviços, casos anteriores de fuga de informações e utilização indevida de dados pessoais reforçam a necessidade de os utilizadores tomarem medidas para proteger a sua privacidade.

Como evitar que assistentes virtuais gravem conversas?
A solução mais eficaz para garantir total privacidade seria simplesmente não utilizar assistentes virtuais ou ativá-los apenas quando estritamente necessário. No entanto, como esta opção pode ser pouco prática para quem depende destes dispositivos no dia a dia, especialistas em cibersegurança recomendam algumas configurações que podem minimizar os riscos:

Desativar o armazenamento de gravações de voz: Muitas plataformas permitem configurar os assistentes para não guardar registos de áudio ou eliminar automaticamente as gravações após um determinado período.

Controlar as permissões de aplicações de terceiros: Algumas aplicações externas podem ter acesso às interações com o assistente virtual. É essencial rever e restringir estas permissões para evitar partilhas de dados indesejadas.

Apagar gravações antigas: Os utilizadores devem periodicamente aceder às configurações do assistente virtual e eliminar registos anteriores, reduzindo assim os dados armazenados nos servidores das empresas.

Evitar fornecer informações sensíveis: Nunca se deve partilhar com os assistentes virtuais dados como senhas, números de conta bancária ou outras informações privadas que possam ser exploradas em caso de brecha de segurança.

Com estas medidas, é possível continuar a utilizar assistentes virtuais com maior segurança, garantindo um equilíbrio entre comodidade e privacidade.

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