Impacto operacional da greve foi reduzido – AIMA

A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) fez hoje um balanço final da greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) concluindo que teve um “impacto operacional reduzido”. 

Executive Digest com Lusa

A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) fez hoje um balanço final da greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) concluindo que teve um “impacto operacional reduzido”. 

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Em comunicado enviado à Lusa, a AIMA referiu que houve uma “adesão à greve de 11,6%, correspondente a 96 trabalhadores, num universo total de 831 trabalhadores”. 

“A paralisação teve, assim, um impacto operacional reduzido, tendo a AIMA mantido, na generalidade, a sua atividade e capacidade de resposta aos cidadãos”, disse a instituição, contrariando a versão do STM. 

“Os cidadãos cujos atendimentos agendados para hoje não se realizaram em consequência da greve receberão oportunamente, através do endereço de correio eletrónico associado ao respetivo agendamento, informação sobre a nova data de atendimento, não sendo necessária qualquer iniciativa adicional da sua parte”, acrescentou a AIMA no comunicado.

De acordo com a mesma informação, a AIMA acompanhou, ao longo do dia, o impacto da paralisação, “procurando minimizar os constrangimentos no funcionamento dos serviços e assegurar a continuidade da resposta aos cidadãos”.

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A instituição “reafirma o seu compromisso com a prestação de um serviço público de qualidade, próximo e eficaz”.

Versão diferente tem o STM, que afirmou que a greve levou ao fim do atendimento “em várias delegações” e teve uma adesão média de 50%.

A greve “está a afetar o atendimento ao público em várias delegações”, no Porto, “a delegação da Avenida de França está encerrada” e em “Lisboa, a delegação dos Anjos funciona com atendimento parcial”, enquanto em Odivelas não há atendimento, exemplificou o STM, em comunicado enviado à Lusa.

Nalguns locais, só compareceram “mediadores culturais”, que têm contratos precários e “mais a sul, em Faro, os serviços fecharam”.

“Até à hora de almoço, o STM estima uma adesão de cerca de 50%”, refere o sindicato.

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No comunicado, a presidente do STM, Manuela Niza Ribeiro, denunciou um “clima intimidatório” na AIMA, que “condiciona o exercício dos direitos laborais e sindicais e leva alguns trabalhadores a temer represálias por aderirem à greve”.

Entre as reivindicações, o sindicato destaca a “criação de carreira própria para os Técnicos de Migração, a atribuição de suplemento equivalente ao da GNR e PSP, o fim da precariedade dos Mediadores Culturais e limites claros à transferência de tarefas permanentes para os CLAIM” (Centros Locais de Apoio à Imigração).

Além disso, o sindicato queixa-se de falta de diálogo e admite pedir reunião à tutela: “Pedimos uma reunião: até hoje, silêncio total”.

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