Quem liderar a transformação da construção irá liderar o setor

Durante muito tempo (demasiado até), a sustentabilidade foi encarada como um custo adicional ou uma obrigação regulatória.

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Asier Amorena
Asier AmorenaCEO da Saint-Gobain PortugalOutubro 14, 2026 11:24

Atualmente, essa perspetiva tornou­-se um risco para a competitivida­de, sobretudo num momento em que Portugal precisa de construir mais, reabilitar melhor e responder simultaneamente aos desafios da habitação, da eficiência energética e da adaptação às alterações climáticas.

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O setor da construção atravessa uma fase de crescimento impulsionada pelo investimento público, pela reabilitação urbana e pelas neces­sidades habitacionais acumuladas. No entanto, continua a enfrentar pressões significativas relacionadas com os custos, a disponibilidade de mão de obra e a previsibilidade dos projetos. É precisamente neste contexto que a sustentabilidade deixa de ser um conceito ambiental, para assumir uma maior componente económica e estratégica.

O Barómetro da Construção Sustentável 2026 mostra uma realidade que merece reflexão: 73% dos profissionais consideram a construção sustentável uma prioridade, mas apenas 41% acre­ditam que esta gera mais valor do que a construção tradicional. Ora, o setor reconhece a direção a seguir, mas continua a hesitar quando chega o momento de medir o retorno do investimento.

A competitividade da construção não pode continuar a ser avaliada apenas pelo custo inicial de uma obra. O verdadeiro valor cria-se ao longo do ciclo de vida dos edifícios, através da eficiência energética, da redução dos custos de operação e manu­tenção, da durabilidade dos materiais, do conforto proporcionado aos utilizadores e da capacidade de adaptação a fenómenos climáticos cada vez mais frequentes.

Por sua vez, esta transformação exige igualmente uma evo­lução das próprias empresas. A estratégia global Lead & Grow do Grupo Saint-Gobain nasce precisamente desta convicção: responder aos desafios do setor através de uma abordagem mais integrada, aproximando materiais, sistemas e conhecimento para desenvolver soluções que gerem maior valor para todo o ecossistema da construção, pois hoje sabemos que seja qual for a área, os desafios atuais já não podem ser resolvidos de forma fragmentada.

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A construção sustentável tem de ser vista como uma decisão de gestão, daí que as empresas e os países que compreenderem e integrarem realmente esta mudança de forma rápida e eficaz, estarão mais bem preparados para competir, atrair investimento e construir uma economia mais resiliente.

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