Mobilidade partilhada pesa menos na carteira? Saiba fazer as contas

Trotinetes, bicicletas e automóveis partilhados podem reduzir algumas despesas associadas à mobilidade.

Executive Digest com DECO PROTeste

Amanhã assinala-se o Dia Europeu Sem Carros, a DECO PROteste convida a repensar a forma como nos deslocamos e a olhar para o impacto da mobilidade no orçamento familiar.

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Uma viagem de carro próprio pode parecer barata quando a conta se limita ao combustível. Mas esse não é o custo real de utilização de um automóvel. A DECO PROteste considera no simulador de custo por quilómetro despesas como aquisição e desvalorização do veículo, seguro, IUC, combustível ou eletricidade, manutenção e pneus. Há ainda outros encargos que dependem da utilização, como estacionamento e portagens. Importa ainda considerar que a maioria dos custos varia consoante o carro. É a partir destes aspetos mais complexos que deve ser feita a comparação com trotinetes, bicicletas ou outras soluções de mobilidade partilhada.

 

O carro custa o mesmo quando está parado?

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Algumas despesas existem independentemente do número de quilómetros percorridos, exemplo disso são os custos fixos que se mantêm mesmo quando o carro passa vários dias sem sair da garagem, entre eles, o seguro, revisão, IUC, que continua a ter de ser pago mesmo que o carro não seja usado, e desvalorização/ desgaste do automóvel.

No entanto, existem outros fatores que aumentam com a utilização: gasto do combustível, manutenção e pneus. Segundo a análise da DECO PROteste, a aquisição do veículo, descontado o seu valor futuro de venda, juntamente com o combustível pode representar entre 60% e 80% do custo por quilómetro.

Por isso, ao trocar algumas viagens de carro por uma trotinete ou bicicleta partilhada reduz sobretudo os custos variáveis. Os custos fixos continuam a existir enquanto o automóvel permanecer no agregado familiar.

 

O estacionamento também deve entrar nas contas

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Nas deslocações urbanas, estacionar pode alterar bastante a comparação. Em Lisboa, por exemplo, os atuais tarifários de estacionamento na via pública variam consoante a zona. A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) disponibiliza também áreas de bilhete diário por 2,15 euros ou 3,15 euros, consoante a localização. Assim, numa deslocação para o trabalho, não basta somar o combustível consumido na ida e volta. Deve acrescentar-se o custo do estacionamento e, quando aplicável, das portagens.

É nos trajetos urbanos que uma bicicleta ou trotinete partilhada pode tornar-se financeiramente mais interessante.

 

E quanto custa a mobilidade partilhada?

Também aqui a conta deve ser feita ao mês. Numa trotinete partilhada, o preço depende normalmente do tempo de utilização e do tarifário do operador. Uma utilização ocasional pode representar poucos euros, mas duas viagens por dia durante vários dias da semana acumulam rapidamente. Nas bicicletas partilhadas, os passes podem alterar bastante a comparação. Na GIRA – Bicicletas de Lisboa, em Lisboa, o passe anual custa atualmente 25 euros e inclui viagens até 45 minutos sem custo adicional. Existe ainda um passe mensal de 15 euros com os mesmos moldes.

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Para quem utiliza bicicletas partilhadas regularmente em trajetos curtos, o custo por deslocação pode, por isso, tornar-se muito reduzido, quando comparado com os custos associados a um automóvel.

 

Compare a mesma deslocação

Criar o cenário de uma viagem diária entre casa e trabalho. Para perceber qual opção pesa menos no orçamento, devem ser comparados os mesmos elementos: carro próprio: combustível ou eletricidade, estacionamento, portagens e uma parte proporcional dos custos de manutenção e pneus; trotinete ou bicicleta partilhada: preço das viagens ou valor do passe/subscrição; transportes públicos: valor do passe ou dos títulos necessários.

Há ainda uma diferença importante, se deixar o carro em casa apenas alguns dias, os custos fixos continuam a existir. Mas se a mudança de hábitos permitir prescindir de uma segunda viatura, a poupança pode ser muito mais significativa, porque desaparecem também despesas como seguro, IUC e parte dos custos de manutenção e desvalorização.

 

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Quando é que a mobilidade partilhada pesa menos no orçamento familiar?

A mobilidade partilhada tende a ser mais interessante financeiramente quando substitui viagens urbanas curtas de automóvel com custos elevados de estacionamento ou quando complementa os transportes públicos no último troço da deslocação. Já uma utilização diária de serviços pagos ao minuto deve ser analisada com atenção: somados ao longo de um mês, vários trajetos podem superar o custo de outras alternativas.

Antes de escolher, a regra é simples: não compare apenas o preço de uma viagem, compare quanto custa deslocar-se durante um mês inteiro. E, no caso do automóvel, faça a conta completa, combustível é apenas uma parcela do que realmente custa ter um carro. Para fazer esta conta pode utilizar o simulador DECO PROteste.

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