Rangel diz que ameaça híbrida da Rússia é extremamente inquietante

O ministro dos Negócios Estrangeiros português classificou hoje no parlamento como “extremamente inquietantes” situações de ameaças híbridas da Rússia na Europa, como o ataque frustrado com drones no aeroporto alemão de Leipzig, atribuído a Moscovo.

Executive Digest com Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros português classificou hoje no parlamento como “extremamente inquietantes” situações de ameaças híbridas da Rússia na Europa, como o ataque frustrado com drones no aeroporto alemão de Leipzig, atribuído a Moscovo.

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“Tem havido em todos os países atividade híbrida largamente suspeita de ter a mão da Federação Russa”, comentou hoje Paulo Rangel, durante uma audição na comissão parlamentar de Assuntos Europeus.

O incidente em Leipzig, ocorrido em agosto, poderia ter causado “danos gravíssimos”, já que o drone continha explosivos, mencionou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) chamou por isso o representante diplomático russo em Lisboa, como uma “advertência diplomática”, disse aos deputados.

Instado a comentar críticas do diplomata russo e do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo ao Governo português, Rangel comentou que Portugal “tem aprovado todos os pacotes de sanções” da União Europeia (UE).

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“Isso não pode ser bem visto pelo senhor Putin”, disse, referindo-se ao Presidente russo.

Rangel quis no entanto deixar claro que “Portugal não está contra a Rússia, mas contra o regime”.

“Temos de distinguir entre um regime altamente ditatorial, que viola o Direito Internacional, e o povo russo, com o qual queremos ter as melhores relações” após o fim da guerra na Ucrânia, comentou.

Os partidos com representação na comissão de Assuntos Europeus concordaram sobre a gravidade do ataque e a ameaça que representa para os países europeus.

Pelo Chega, Pedro Correia declarou que o ataque significa “um novo patamar de perigo” e recordou que Portugal “é um país fundador da NATO”, além de defender “um apoio inabalável à Ucrânia”.

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Rangel disse estar “satisfeito com o alinhamento” do Chega quanto à NATO e à Ucrânia, salientando que o partido de André Ventura “rejubilou” com a vitória do Alternativa para a Alemanha (AfD, extrema-direita) no passado domingo no estado alemão da Saxónia-Anhalt.

O ministro apontou que o partido alemão defende “o fim de todo o apoio à Ucrânia, a importação de gás e petróleo russo já, introdução do russo nas escolas, fim do ensino da Segunda Guerra Mundial, e que é antissemita”.

“Como é que podem dizer que estão ao lado da Ucrânia e fazem declarações públicas sobre um partido que é completamente pró-Rússia e anti-Ucrânia? Têm de se decidir se às segundas, quartas e sextas estão a favor da Ucrânia e às terças, quintas e sábados estão a favor da Rússia”, considerou Rangel, criticando o que disse ser “uma ambiguidade, para ser benevolente”.

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