AIMA diz ter saldo líquido de “mais de 20%” no quadro de pessoal face a 2024

A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) possui hoje 840 funcionários, mais 139 do que em 2024, o que traduz “um aumento líquido” do mapa de pessoal de “mais de 20%”, revelou o presidente.

Executive Digest com Lusa

A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) possui hoje 840 funcionários, mais 139 do que em 2024, o que traduz “um aumento líquido” do mapa de pessoal de “mais de 20%”, revelou o presidente.

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Em declarações aos jornalistas, em Évora, o responsável do Conselho Diretivo da AIMA, Pedro Portugal Gaspar explicou que esta entidade tinha, “em julho de 2024, 701 trabalhadores”, enquanto, “à data de hoje, tem 840”.

“Portanto, isto é um crescimento de 139 trabalhadores, em termos líquidos”, frisou.

Pedro Portugal Gaspar falava à margem da cerimónia de assinatura de um protocolo de colaboração com a Universidade de Évora para operacionalizar o novo Gabinete do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) criado na instituição.

No dia 02 deste mês, em comunicado, a AIMA anunciou um crescimento de 17% de recursos humanos em dois anos, no período entre julho de 2024 e julho de 2026.

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Contudo, igualmente em comunicado, o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) considerou tratar-se de “um número enganador”, contrapondo a saída nesse período de 19% dos trabalhadores e um saldo real negativo.

Questionado hoje pela agência Lusa sobre esta posição do STM, o presidente da AIMA disse não conseguir “perceber as contas do sindicato” e insistiu no crescimento do saldo líquido do mapa de pessoal, adiantando números que já contabilizam este mês.

“No mês de setembro, o que vamos conseguir é ter claramente um reforço, um aumento líquido do mapa, em termos de saldo de mais 20%”, face a 2024, disse.

“Portanto, há saídas, nomeadamente aposentações, como é normal, e saídas para outros organismos, assim como há entradas por concursos e também mobilidades”, o que dá esta diferença real de “701 para 840″ funcionários”, insistiu.

Além disso, decorrem “mais concursos para, precisamente, reforçar” a capacidade da AIMA, assinalou, especificando que, “a breve trecho, mais 150 postos [estarão] a ser concursados, alguns com distribuição geográfica pelo país”.

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Também questionado pela Lusa sobre criticas à AIMA pela Ordem dos Advogados (AO), em 22 de agosto, quando contestou a falta de canais dedicados e exigiu o investimento numa plataforma ‘online’ que ultrapasse os problemas de atendimento dos imigrantes, Pedro Portugal Gaspar observou que a agência está atenta às necessidades destes profissionais.

“Temos um diálogo permanente com a OA, até com reuniões mensais” e, na loja da AIMA existente nos Anjos, em Lisboa, foi criada “a sala especial para os advogados”, assim como “dois guichés próprios sempre de atendimento exclusivo” para os causídicos.

Segundo o presidente da AIMA, que prometeu igualmente continuar a investir em termos tecnológicos, tal não implica que o organismo não possa “aprofundar ou alargar” estas condições, mas “existe agora um conjunto de meios para os advogados que não existia anteriormente”.

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