Um vídeo viral de uma experiência realizada no Japão mostra a facilidade com que os germes e vírus se podem espalhar nos restaurantes, quando apenas uma pessoa está infectada, avança a ‘CNN’.
A experiência, conduzida pela organização pública de radiodifusão ‘NHK’, em conjunto com especialidades de saúde, simula a atmosfera de um restaurante buffet e mostra a entrada de 10 pessoas, sendo que uma delas é o «infectado».
Cada participante usufrui do buffet como faria normalmente, sem considerar uma possível contaminação. No final do vídeo, os participantes são lançados sob luzes ultravioletas, que iluminam as zonas onde a «infecção» se espalhou. A substância, utilizada para identificar os germes, pode ser vista nos alimentos, utensílios e travessas e até mesmo nos rostos de alguns dos participantes.
Embora este tipo de experiências não sejam novas, John Nicholls, professor clínico de patologia da Universidade de Hong Kong, disse que acabam por mostrar a rapidez com que um vírus se pode espalhar num determinado ambiente, sobretudo quando a lavagem das mãos não é efectuada.
«O que o vídeo demonstrou é que o vírus se espalha pelas superfícies e pelas pessoas com muita eficiência», disse Nicholls à CNN. «Acho que esta situação destaca também a necessidade e a importância da higiene das mãos para impedir a propagação de doenças infecciosas», afirmou. No entanto, Nicholls disse que a situação é «artificial», porque é dado muito ênfase apenas ao toque.
Kentaro Iwata, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Kobe, concordou com o colega. «A experiência acabou de descrever a possibilidade da propagação do vírus por contacto, mas isto não prova o que aconteceu, então é necessário saber distinguir o que poderia acontecer, daquilo que efectivamente aconteceu», disse Iwata, citado pela CNN, referindo-se à situação real que começou em Whuan.
Ambos os especialistas defendem que a experiência é uma boa forma para mostrar a importância da lavagem das mãos. Para o bem da ciência, Nicholls disse que seria ainda mais eficaz ver agora uma nova experiência, depois do «infectado» ter lavado correctamente as mãos, durante cinco a dez segundos.
«Portanto, o público em geral tem alguma noção do quanto uma boa higiene das mãos pode efectivamente reduzir a transmissão de material potencialmente infeccioso», disse Nicholls.














