Bruxelas apoia criação do Plano Marshall. A questão que se impõe é: será a troco de mais dívida?

O vice-presidente da Comissão Europeia (CE), Valdis Dombrovskis, confirmou que vai transmitir aos chefes de estado e do governo a necessidade de emitir uma dívida europeia para financiar o plano de recuperação Marshall.

Simone Silva
Abril 20, 2020
19:41

O vice-presidente da Comissão Europeia (CE), Valdis Dombrovskis, confirmou que vai transmitir aos chefes de estado e do governo a necessidade de emitir uma dívida europeia para financiar o plano de recuperação Marshall, segundo o ‘elEconomista’. A questão que se impõe é: será se a CE vai simplesmente realizar transferências directas para os países mais afectados, ou por outro lado vai emprestar ajuda a troco de mais dívidas?

«As questões exactas ainda terão que ser discutidas. Mas o conceito é que utilizemos (o plano) para financiar a nossa resposta e a nossa recuperação» disse Valdis Dombrovskis, explicando que para isso, o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) deve aumentar a sua «capacidade de financiamento» acima do nível actual.

Esta «margem«» será utilizada por Bruxelas para ter acesso aos mercados, embora Dombrovskis não tenha detalhado se esse montante será posteriormente distribuído aos Estados-Membros sob a forma de doações ou de empréstimos.

Espanha vai propor na quinta-feira a criação de um fundo de «reconstrução» para a crise do novo coronavírus que mobiliza até 1,5 triliões de euros e é financiado com uma dívida perpétua apoiada pelo Banco Central Europeu (BCE). A fórmula considera que o financiamento para os países mais necessitados deve ser feito através de transferências directas e não de empréstimos.

Esta decisão da CE, pretende ser a solução para tentar superar a discussão sobre os coronabonds e a mutualização de dívidas.

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