O concelho de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, numa avaliação preliminar, regista só em espaços públicos cerca de sete milhões de euros (ME) de prejuízos, revelou hoje à Lusa o presidente da Câmara.
“Só em edifícios e espaços públicos do concelho temos cerca de sete milhões de euros, que vamos reportar à CCDRC [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro]. Depois há ainda os prejuízos de privados. Temos as empresas e cerca de 500 habitações danificadas”, adiantou João Lobo à agência Lusa.
O autarca disse ainda que a reposição do fornecimento de energia elétrica no concelho está praticamente concluído e espera que isso aconteça ainda durante o dia de hoje.
“Falta apenas repor o fornecimento de energia elétrica nas localidades de Pernadas e Serimógão. Segundo a informação da E-Redes, espero que ainda seja possível terminar esse trabalho hoje”, realçou.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.













