– A fundação GX tem apoiado estudantes de Timor-Leste a realizarem internatos médicos em Hong Kong e Macau, disse hoje o presidente da organização não governamental (ONG).
Leung Chun-ying explicou que a GX, com sede em Hong Kong, tem dado apoio financeiro para permitir que estudantes de medicina da Universidade Nacional Timor Lorosa’e se desloquem a uma das duas regiões chinesas.
Numa entrevista à emissora pública de Hong Kong RTHK, o antigo líder do Governo do território disse que a fundação expandiu o trabalho para dez países em quatro continentes, oferecendo oito tipos diferentes de assistência.
Leung disse que a GX assinou acordos com três instituições locais de ensino superior: a Universidade de Hong Kong, a Universidade Chinesa e a Universidade Politécnica.
O objetivo, explicou o ex-chefe do Executivo da região, é ajudar os estudantes a participarem em trabalhos humanitários, para que possam aprender “benevolência” em Hong Kong e “compaixão” no estrangeiro.
Leung defendeu que, face às grandes mudanças no panorama internacional, a China precisa não só de consolidar as amizades existentes com outros países, mas também de fazer novas.
Hong Kong tem muitas oportunidades diplomáticas a serem exploradas, especialmente nas áreas da cultura, artes, desporto e educação, acrescentou o vice-presidente do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.
Em outubro de 2024, a diretora executiva da GX, Emily Chan Ying-yang, disse à Lusa que a fundação queria aplicar em outros países, a começar pelas Honduras, um projeto que inverteu em Timor-Leste o rápido crescimento da dengue.
Entre janeiro e julho, a GX instalou mais de 1.670 lâmpadas antimosquitos e distribuiu quase 30 mil fitas adesivas para apanhar insetos, perto de 18 mil testes rápidos de deteção da dengue e cerca de 500 redes antimosquitos, nos 14 municípios timorenses.
Emily Chan disse estar “muito orgulhosa” do sucesso do projeto em Timor-Leste, o primeiro do género para uma fundação, criada em 2018, e que até 2024 se dedicava sobretudo a cirurgias de cataratas.
Emily Chan sublinhou que, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde timorense, um dos parceiros da GX, o número de casos de dengue diminuiu 10% na primeira metade de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em comparação, a prevalência desta doença, transmitida por mosquitos, mais que duplicou no sudeste asiático, sublinhou a dirigente.
Na primeira metade de 2024, o número de casos na capital Díli, a capital de Timor-Leste, caiu 46%.
O sucesso do projeto levou o Governo de Timor-Leste a decidir o programa até 2026. Dois anos durante os quais a GX previa instalar 2.600 lâmpadas antimosquitos e distribuir 85 mil testes rápidos, 80 mil fitas adesivas e 800 redes antimosquitos.




