– A Proteção Civil registava um total de 150 ocorrências por volta das 03:30 de hoje, que afetavam sobretudo as regiões do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.
De acordo com o portal da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na Internet, estavam envolvidos nas operações 977 operacionais e 336 meios terrestres.
Num balanço feito ao fim da tarde, o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, alertou para a situação dos rios, que continuam a ser a maior preocupação em relação ao mau tempo que se faz sentir no país.
O responsável disse que o plano de cheias no rio Tejo se mantém no nível mais elevado e explicou que os rios com maior risco de inundação são o Mondego, o Tejo, o Sorraia e o Sado.
Em relação ao fornecimento de energia elétrica em Portugal continental, um total de 167 mil clientes da E-Redes estavam sem abastecimento elétrico às 19:30 de sábado, devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta.
Segundo informação da E-Redes, a depressão Marta agravou a situação do abastecimento de energia em Portugal, deixando mais de 100 mil pessoas sem luz entre a manhã e a noite de sábado.
De acordo com a empresa, o número de clientes sem luz era de 124 mil na zona da depressão Kristin (distritos de Leiria, Santarém, Castelo Branco e Coimbra maioritariamente).
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje um dia “mais pacífico” em termos de vento, mas ainda com precipitação que aumentará ao final de domingo.
Em declarações à Lusa, o meteorologista Bruno Café, do IPMA, explicou que, apesar da presença da precipitação, na maior parte do dia de hoje “há uma pausa, quer em termos de vento, quer em precipitação”.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) revelou no sábado que as bacias hidrográficas do Tejo, Mondego, Vouga e Guadiana são as que mais preocupam, depois da chegada de mais uma tempestade no país.
“Há áreas que nos preocupam mais, nomeadamente o Tejo, o Mondego, o Vouga e o Guadiana, que estamos constantemente a monitorizar”, disse José Pimenta Machado.
A faixa costeira de Portugal continental até ao Porto está sob aviso laranja – o segundo mais grave – devido à agitação marítima, com a maior parte do país sem outros avisos meteorológicos.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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