Mau tempo: Região Oeste com 226 deslocados e 35 desalojados desde 28 de janeiro

A região Oeste contabiliza 226 deslocados e 35 desalojados devido ao mau tempo desde o dia 28 de janeiro, disse hoje o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 7, 2026
17:00

A região Oeste contabiliza 226 deslocados e 35 desalojados devido ao mau tempo desde o dia 28 de janeiro, disse hoje o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil.


Após o briefing diário da Proteção Civil regional, Carlos Silva disse à agência Lusa que, desde a passagem da depressão Kristin, na noite de 27 para 28 de janeiro, registam-se na região 226 deslocados, dos quais 53 já regressaram às suas casas.


A situação pior, destacou, é a da localidade da Mata, no concelho de Alenquer, com cerca de 60 deslocados das suas casas “por precaução ou por danos”.


Há ainda a registar 35 desalojados, seis dos quais já regressaram às suas casas.


“Preocupa-nos mais os deslizamentos de terras, que estão a provocar muitos estragos em estradas que ficam sem condições de circulação e em condutas de água, deixando localidades sem água”, explicou o responsável.


Carlos Silvas adiantou que “há habitações a ficar destruídas por danos provocados por deslizamentos de terras ou em risco”.


Nas últimas 24 horas, o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste contabilizou 159 ocorrências devido à meteorologia adversa, sobretudo em Alcobaça (41), Torres Vedras (29), Sobral de Monte Agraço (20) e Arruda dos Vinhos.


A maioria das ocorrências está relacionada com inundações (54), quedas de árvores (46), movimentos de massa (28) e quedas de estruturas (20).


Os 12 municípios da região têm o plano de emergência ativado, tendo alargado o prazo para o dia 15, face às previsões climatéricas.


A região Oeste integra os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral (distrito de Leiria), Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço, Alenquer e Arruda dos Vinhos (distrito de Lisboa).


Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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