Mau tempo: Sapadores mobilizados para 25 ocorrências sobretudo na Baixa de Lisboa

Os sapadores de Lisboa contabilizam 25 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo na zona ribeirinha, com as dificuldades de escoamento a causarem inundações e, apesar de as situações mais críticas estarem resolvidas, alertam para um novo pico de maré.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 7, 2026
11:35

– Os sapadores de Lisboa contabilizam 25 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo na zona ribeirinha, com as dificuldades de escoamento a causarem inundações e, apesar de as situações mais críticas estarem resolvidas, alertam para um novo pico de maré.


“Houve, durante o início da manhã, a preia-mar [pico de maré] e o vazamento dessa mesma maré fez com que alguma água, sobretudo na zona ribeirinha, subisse”, adiantou fonte oficial do Regimento Sapadores de Bombeiros de Lisboa (RSB), em declarações à Lusa.


Dificuldades de escoamento, com sarjetas entupidas, provocaram inundações, sobretudo na Baixa de Lisboa, com os sapadores a contabilizarem, pelas 11:05, 25 ocorrências com recurso a viaturas e outras cinco em espera. Não se registaram danos, nem foi necessário retirar pessoas.


Outras zonas da cidade de Lisboa, como Benfica e Campo de Ourique, também foram afetadas.


De acordo com o RSB, o escoamento natural da maré, juntamente com o desentupimento das sarjetas, levou à resolução das situações mais críticas, mas as equipas ainda se encontram mobilizadas.


Apesar de referirem que o “pior já passou”, os bombeiros sapadores avisam que está previsto um novo pico de maré para as 19:04, que pode levar a novos constrangimentos devido ao escoamento.


Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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