Mais de 1.600 militares estão diretamente empenhados no apoio às populações afetadas pelo mau tempo em 41 municípios de 12 distritos portugueses, informou hoje o Exército.
Em comunicado, o Exército garantiu que “mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno”.
Atualmente, estão envolvidas nas várias operações 135 viaturas táticas ligeiras, 130 viaturas táticas pesadas, 24 máquinas de engenharia e 15 geradores, e também módulos de comunicações, “complementados por meios pré-posicionados com notificação para emprego rápido sempre que necessário”.
“O esforço desenvolvido traduziu-se, até ao momento, na proteção e recuperação de habitações, com 188 lonas aplicadas em telhados e 26 coberturas reparadas”, contabilizou o Exército.
No que respeita ao restabelecimento de acessos e apoio logístico, o balanço é de “210 toneladas de carga transportada e 169 quilómetros de itinerários e estradas abertos”. Foram ainda removidas 451 toneladas de escombros para recuperação de condições de segurança.
Segundo o Exército, foram também “disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 762 patrulhas, apoiadas 229 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 650 quilogramas de roupa lavada, contribuindo para o apoio direto às populações em contexto de emergência”.
“O Exército Português continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno”, assegurou.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.









