Lisboa, 05 fev 2026 (Lusa) – A circulação ferroviária dos comboios Intercidades na Linha do Norte foi hoje restabelecida de forma parcial, estando suspenso o comboio internacional Celta e os Urbanos de Coimbra, devido a ocorrências provocadas pelo mau tempo.
De acordo com a atualização da CP – Comboios de Portugal, pelas 19:30 de hoje, a circulação dos Intercidades (521, 721, 731, 723, 520, 720, 620 e 528) na Linha do Norte está a ser feita “com recurso a material circulante diferente do habitual e com transbordo rodoviário entre as estações de Pombal e Coimbra B”.
Ainda na Linha do Norte, realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.
A circulação ferroviária na Linha do Sul e na Linha do Leste já foi retomada, indicou ainda a CP.
Os comboios da Linha de Cascais irão sofrer alterações de horário, com a CP a recomendar a consulta no seu ‘site’, enquanto na Linha da Beira Baixa, a circulação está suspensa entre Entroncamento e Castelo Branco.
Na Linha da Beira Alta, realiza-se serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda “com recurso a material circulante diferente do habitual”.
Continuam suspensas a Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, e a Linha do Oeste.
O mais recente balanço da IP – Infraestruturas de Portugal, pelas 18:00 de hoje, registava a circulação suspensa na Linha do Norte, entre Alfarelos e Coimbra B, na Linha da Beira Baixa: Mouriscas e Sarnadas e na Linha de Cascais, na via A entre Algés e Caxias.
Também apontava para a circulação suspensa na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste: Mafra e Amieira, e na Linha de Vendas Novas, entre Muge e Marinhais.
“As equipas da Infraestruturas de Portugal (IP) encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança. A IP agradece a compreensão pelos incómodos causados”, pode ler-se.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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