A análise de Luís Menezes, CEO do Grupo Ageas Portugal
Apesar do contexto global desafiante e incerto, os resultados do 45.º Barómetro Executive Digest reflectem um sinal de confiança por parte das empresas portuguesas. É notório que a maioria das organizações (64%) consideram que 2025 terminou melhor ou muito melhor face ao ano anterior, o que evidencia uma forte capacidade de adaptação do tecido empresarial nacional. Olhando para 2026, cerca de 80% dos inquiridos apontam para o crescimento ou, pelo menos, a manutenção do volume de negócios, o que demonstra um optimismo prudente e renova o fôlego das empresas portuguesas perante a conjuntura actual. Destacam-se dois aspectos decisivos: por um lado, a intenção de investir mantém-se sólida, com 45% das empresas a prever um acréscimo de investimento no próximo ano, sinal claro de vontade de avançar e inovar; por outro, mais de metade das organizações pretende reforçar a aposta na Inteligência Artificial, com expectativa de ganhos de produtividade, mas sem antecipar reduções relevantes nos postos de trabalho – apenas uma minoria projecta cortes significativos. O Barómetro evidencia um ambiente que aposta na transformação tecnológica, mas mantém-se atento à importância das pessoas e do talento. Portugal revela estabilidade e capacidade de evolução, com a Inteligência Artificial no centro da estratégia competitiva, sem abdicar da valorização dos seus recursos humanos. Este cenário reflecte o compromisso do sector em garantir um crescimento sustentável, impulsionar a inovação e valorizar o talento como elemento central da competitividade nacional.
Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 237) da Executive Digest, no âmbito da XLV edição do seu Barómetro.














