A Mahle, uma das maiores fornecedoras mundiais da indústria automóvel, está a considerar o encerramento da sua fábrica em Hambach, no departamento francês da Mosela, o que poderá levar à eliminação de 186 postos de trabalho. A informação foi avançada pela ‘Automobile Magazine’, que cita declarações sindicais e um comunicado da administração do grupo alemão.
Segundo o mesmo meio, a Mahle iniciou recentemente conversações com representantes sindicais sobre um plano de reestruturação, alegando “dificuldades económicas e prejuízos recorrentes num ambiente de mercado cada vez mais desafiante”. A unidade, especializada na produção de condensadores e sistemas de arrefecimento para baterias de veículos elétricos, poderá cessar atividade já em 2026.
De acordo com o site especializado francês, a empresa planeia uma paralisação progressiva da produção a partir do segundo trimestre de 2026, prevendo despedimentos faseados e a manutenção de apenas cerca de vinte trabalhadores até junho desse ano, para procederem ao desmantelamento e venda das instalações.
O encerramento da fábrica de Hambach seguirá-se ao da unidade de Chavanod, na Alta Saboia, encerrada em 2022. Os sindicatos franceses pedem agora a intervenção das autoridades para proteger os trabalhadores. “Anunciaram o fecho total da empresa em 2026”, afirmou Manuel Mensch, representante do sindicato CFE-CGC. Já Geoffray Roche, da CGT, apelou ao Governo para “não abandonar as pessoas à sua sorte” e exigir “garantias” à multinacional, que emprega 60 mil pessoas em todo o mundo.
A Mahle, que registou um volume de negócios global de 12 mil milhões de euros em 2019, junta-se assim a outros grandes fornecedores europeus — como a Bosch, a ZF, a Recaro ou a Valeo — afetados pela desaceleração da procura, o aumento dos custos de produção, a concorrência chinesa e as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.













