Entrada da Digi sem impacto de fuga de clientes dramática na Vodafone Portugal, diz CEO

O presidente executivo (CEO) da Vodafone Portugal afirmou hoje que a entrada da Digi no mercado português não está a ter um impacto de fuga de clientes dramática, sublinhando que a operadora não quer concorrer em preço.

Executive Digest com Lusa
Outubro 23, 2025
15:50

O presidente executivo (CEO) da Vodafone Portugal afirmou hoje que a entrada da Digi no mercado português não está a ter um impacto de fuga de clientes dramática, sublinhando que a operadora não quer concorrer em preço.

“Não posso dizer que o impacto que o novo entrante esteja a ter na Vodafone seja um impacto de fuga de clientes dramática”, disse Luís Lopes, num encontro com jornalistas na sede da operadora no Parque das Nações, em Lisboa, a propósito da celebração dos 33 anos da empresa.

“Nós não queremos concorrer em preço, nós queremos concorrer em oferecer o que se chama ‘value for money'”, prosseguiu.

Admitiu que há um segmento do consumidor português que só quer preço, mas “a maior parte dos portugueses e das empresas querem ‘value for money’, querem ter qualidade a um bom preço, é uma coisa diferente”, salientou.

“Estou convencido, que essa é a principal razão quando um entrante entra no mercado e pratica preços, em alguns casos, 80% mais baratos do que são praticados pelo operador, aquilo que se esperaria, se as pessoas só quiserem preço, é: ‘isto deve ser uma sangria completa de clientes'”, referiu, mas tal não aconteceu.

A Vodafone “tem hoje o número de clientes que tinha quando a Digi entrou”, acrescentou.

“Obviamente que perdemos clientes para a Digi e obviamente também ganhámos alguns clientes neste espaço de tempo”, sublinhou Luís Lopes, reiterando que a marca e a essência da empresa Vodafone “não concorrem em preço”, mas “em qualidade e em oferecer o melhor preço para a qualidade que presta”.

A Vodafone “é maior nos países onde a Vodafone opera diretamente, na Europa os maiores países que nós temos onde operamos diretamente é a Alemanha, a Inglaterra, a Turquia, e a seguir é Portugal”, referiu ainda o CEO.

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