Dívida das famílias, empresas e Estado aumenta para 848.200 milhões de euros em julho

O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou em julho em cerca de 1.200 milhões de euros, para 848.200 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

Executive Digest com Lusa
Setembro 22, 2025
12:42

O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou em julho em cerca de 1.200 milhões de euros, para 848.200 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

No final de julho, o endividamento do setor privado, que inclui empresas e particulares, representava 469.100 milhões de euros, enquanto perto de 379.100 milhões de euros diziam respeito ao setor público – composto por administrações públicas e empresas públicas.

No sétimo mês do ano, o endividamento do setor privado, face a junho, cresceu cerca de 200 milhões de euros, tendo a diminuição de 900 milhões de euros da dívida das empresas sido inferior ao aumento do endividamento dos particulares (1.100 milhões de euros).

Esta redução do endividamento das empresas refletiu, maioritariamente, “uma amortização de títulos de dívida de longo prazo que estavam na posse de não residentes (700 milhões de euros), enquanto nos particulares a variação foi atribuída ao crédito à habitação.

Assim, no final de julho, o endividamento das empresas privadas representava 301.800 milhões de euros e o dos particulares 167.300 milhões de euros.

No setor público, o aumento de mil milhões de euros ocorreu sobretudo junto do exterior (mais 600 milhões de euros), através da compra de títulos de dívida pública de longo prazo por não residentes.

A dívida do setor público também cresceu junto de particulares (300 milhões de euros) – pela subscrição de certificados de aforro.

No final de julho, a dívida do setor público representava 379.100 milhões de euros.

No mês em análise, o endividamento das empresas privadas teve uma taxa de variação anual (tva) – que exclui o impacto das variações que não tenham sido motivadas por transações propriamente ditas – de 2,0% relativamente ao mesmo mês de 2024, abrandando face aos 2,6% de junho.

Já entre os particulares, a tva foi de 7,2%, atingindo o maior valor desde o início da série, e acelerando face aos 6,9% de junho, tendo o BdP assinalando que esta taxa tem subido desde o final de 2023.

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