Sete aviões, 13 toneladas de bombas e um ataque relâmpago. Esta é a empresa por trás do bombardeiro usado pelos EUA no ataque ao Irão

A recente operação militar norte-americana sobre território iraniano, que contou com sete bombardeiros furtivos B-2 Spirit, colocou novamente os holofotes sobre a Northrop Grumman, a empresa de defesa responsável pelo desenvolvimento destas aeronaves estratégicas.

Executive Digest
Junho 24, 2025
9:42

A recente operação militar norte-americana sobre território iraniano, que contou com sete bombardeiros furtivos B-2 Spirit, colocou novamente os holofotes sobre a Northrop Grumman, a empresa de defesa responsável pelo desenvolvimento destas aeronaves estratégicas.

A “Operação Martelo da Meia-Noite” teve uma duração de 25 minutos e visou silos nucleares iranianos, com o lançamento de mais de 13 mil quilos de munições. Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, a missão foi altamente confidencial e contou com a participação de 125 aeronaves.

Fundada em 1994, a Northrop Grumman é hoje uma das maiores empresas de defesa do mundo, projetando tecnologias que vão desde drones e satélites até sistemas de guerra cibernética. Entre os seus projetos mais emblemáticos está o B-2 Spirit, bombardeiro furtivo desenvolvido durante a Guerra Fria para ultrapassar defesas aéreas inimigas sem ser detetado. Cada unidade custa mais de 2 mil milhões de dólares e tem um alcance superior a 9.600 quilómetros, sem necessidade de reabastecimento, como revela o ‘elEconomista’.

As ações da empresa acumulam uma valorização de mais de 6% desde o início do ano e, segundo dados da Bloomberg, o potencial de crescimento para os próximos 12 meses ultrapassa os 9%. Nenhum analista recomenda a venda dos títulos, cujo valor máximo atingiu os 537 dólares por ação em abril.

A substituição futura do B-2 já tem nome: B-21 Raider. Também desenvolvido pela Northrop Grumman, este novo modelo pretende oferecer uma versão mais económica e adaptável, com capacidade para transporte de armas convencionais e nucleares, e potencial para operar sem tripulação. A Força Aérea dos EUA espera contar com cerca de 100 unidades, embora o programa já tenha acumulado perdas superiores a 2 mil milhões de dólares.

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