A cirurgia robótica tem vindo a ganhar uma importância crescente nos hospitais portugueses. Em 2024, o sistema da Vinci foi utilizado em 3.000 intervenções cirúrgicas no país, um aumento de 43% no número de procedimentos em relação ao ano anterior.
Este crescimento é visível não só no aumento do número de cirurgias, mas também na instalação de novos sistemas robóticos. O número de unidades operacionais no país duplicou em 2024, com a instalação de oito novos sistemas da Vinci, o que resultou num total de 16 unidades em operação, 66% das quais em hospitais públicos. Este aumento é um reflexo da crescente adoção da tecnologia no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que está a dar passos significativos na modernização da cirurgia minimamente invasiva.
A cirurgia robótica tem vindo a ser aplicada em diversas especialidades médicas, mas destaca-se particularmente na área da urologia. Em 2024, cerca de 45% das cirurgias com o sistema da Vinci foram realizadas nesta área, com destaque para procedimentos relacionados com o tratamento de tumores da próstata. Outras especialidades, como a cirurgia geral e a ginecologia, também estão a aumentar a utilização desta tecnologia.
A adoção da cirurgia robótica não se limita ao crescimento em número de intervenções. A formação de profissionais tem acompanhado esta evolução, com mais de 4.000 cirurgiões já capacitados na Península Ibérica. Em Portugal, mais de 300 cirurgiões receberam formação em 2024, um aumento de 33% face ao ano anterior. Para 2025, está prevista a formação de mais de 300 especialistas, o que demonstra o compromisso contínuo com a qualificação dos profissionais de saúde para utilizarem esta inovadora tecnologia.
Pablo Díez, Diretor Geral da Abex e da Excelência Robótica, comenta que “os resultados obtidos em 2024 demostram que a cirurgia robótica assistida pelo sistema da Vinci está cada vez mais consolidada como uma opção fundamental na evolução da cirurgia minimamente invasiva, na Península Ibérica. Portugal apresentou dados muito expressivos de crescimento, com a duplicação do número de sistemas robóticos da Vinci em atividade e o consequente aumento exponencial de intervenções de cirurgia robótica da Vinci. Estes são indicadores muito positivos para o Serviço Nacional de Saúde e para a população portuguesa, dado que o país ainda está no início do processo de implementação da cirurgia robótica e a tentar convergir para os índices já registados noutros congéneres europeus, como Espanha, ou Itália”.






