Vacina contra coronavírus dificilmente estará disponível já este ano

Os especialistas internacionais estimam que a vacina contra o vírus de Wuhan esteja pronta ser testada em humanos dentro de três meses. Mas essa é só uma parte do processo.

Revista de Imprensa
Fevereiro 5, 2020
8:39

Os especialistas internacionais estimam que a vacina contra o vírus de Wuhan esteja pronta ser testada em humanos dentro de três meses. Mas essa é só uma parte do processo.

Os testes deverão demorar outros tantos meses para garantir que a vacina será eficaz e totalmente segura. Só assim poderá ser aprovada pela Organização Mundial da Saúde e, posteriormente, pelas entidades nacionais de saúde. Contas feitas, isso significa que dificilmente haverá uma vacina disponível ainda este ano, segundo o “Diário de Notícias” (DN”, que cita a “CNBC”.

Mesmo se tudo correr como o previsto, já será um recorde. «Geralmente, os cientistas demoram entre um ano e um ano meio até terem a vacina pronta para os testes», explica ao “DN” o infecciologista Jaime Nina. «Neste caso é provável que o processo seja mais rápido porque este vírus é muito semelhante à SARS e como houve um grande desenvolvimento da vacina da SARS, que estava pronta a entrar em testes, os cientistas já não precisam começar tudo de novo, já têm algum trabalho feito».

As autoridades chinesas atualizaram esta quarta-feira para 492 o número de casos mortais. Só na China há mais de 24 mil pessoas infectadas pelo 2019-nCoV,  detectado em Dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei.

A Organização Mundial de Saúde declarou na quinta-feira passada uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional por causa do surto do novo coronavírus na China, mas considera que ainda não é o momento para declarar uma pandemia.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado. Os sintomas incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.

O vírus já matou mais na China do que a epidemia de SARS (síndrome respiratória aguda grave). Este último surto começou no Sul da China e foram registados mais de oito mil casos em todo o mundo. Matou mais de 800 pessoas em 2002-2003. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos de SARS durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar  a síndrome respiratória aguda grave erradicada.

Veja aqui, em tempo real, o mapa da propagação do coronavírus.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.