Morningstar DBRS prevê mais um ano de resultados sólidos para os bancos portugueses

A Morningstar DBRS afirma que a rendibilidade dos bancos portugueses se manteve num máximo histórico até junho e que há razões, incluindo “a evolução das taxas e a boa saúde da economia portuguesa”, para esperar mais um ano de resultados sólidos.

Executive Digest com Lusa

A Morningstar DBRS afirma que a rendibilidade dos bancos portugueses se manteve num máximo histórico até junho e que há razões, incluindo “a evolução das taxas e a boa saúde da economia portuguesa”, para esperar mais um ano de resultados sólidos.

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Num comunicado hoje divulgado, a Morningstar DBRS indica que a melhoria da liquidez e das posições de capital também caracterizou o desempenho do primeiro semestre dos seis maiores bancos portugueses.

No comentário, a Morningstar DBRS afirma que os maiores bancos portugueses encerraram o primeiro semestre de 2024 à frente nas principais métricas financeiras relativamente aos resultados de há um ano, sublinhando que o resultado líquido total dos bancos nos seis meses até junho de 2024 aumentou 38% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Os fortes resultados do primeiro semestre – que já seguem os resultados históricos de 2023 – beneficiaram da evolução positiva contínua da margem financeira, de volumes de crédito mais elevados e de um menor custo do risco”, afirma, considerando que “em termos homólogos, a margem financeira aumentou dois dígitos e as provisões e imparidades diminuíram quase para metade”.

A resiliência da qualidade dos ativos, devida em parte ao ambiente macroeconómico favorável, e a melhoria das posições de capital e de liquidez também caracterizam o desempenho do primeiro semestre, adianta a Morningstar DBRS, que conclui que “estas tendências apontam para a possibilidade de mais um ano extraordinário para os bancos portugueses”.

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A consultora prevê que os lucros dos bancos portugueses continuem a ser apoiados pela recuperação do volume de empréstimos e que tanto as taxas de depósito como as taxas de empréstimo diminuam gradualmente juntamente com as taxas de política monetária.

Jason Graffam, vice-presidente sénior da global sovereign & financial institution ratings da Morningstar DBRS, citado no comunicado, precisa que as taxas de depósito parecem ter atingido um pico no final do ano passado e prevê que tanto as taxas de depósito como as taxas de empréstimo diminuam gradualmente e se fixem em níveis estruturalmente mais elevados.

“Esperamos que as tendências dos custos dos depósitos, das taxas de juro e dos volumes de crédito influenciem os resultados líquidos dos bancos durante o resto de 2024”, afirma Graffam.

O estudo da Morningstar DBRS incorpora os dados agregados dos seis maiores bancos portugueses, designadamente, Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português, Novo Banco, Caixa Económica Montepio, Banco BPI, e Banco Santander Totta.

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