Qual a verdade da semana de 4 dias? Ricardo Parreira dá a sua visão enquanto CEO da PHC

O que não se diz sobre a semana de quatro dias? Como podem as empresas começar a testar e a implementar esta alternativa? O CEO da PHC Software, Ricardo Parreira, dá a sua opinião enquanto líder empresarial.

André Manuel Mendes
Junho 16, 2023
12:15

O que não se diz sobre a semana de quatro dias? Como podem as empresas começar a testar e a implementar esta alternativa? O CEO da PHC Software, Ricardo Parreira, dá a sua opinião enquanto líder empresarial.

A semana de quatro dias e uma ideia muito interessante, permite um equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, eventualmente uma maior produtividade e priorização de tarefas, a redução do risco de burnout, a atração e retenção de talentos, mas o que falta dizer?

De acordo com Ricardo Parreira, Portugal tem uma das piores taxas de produtividade da Europa, 35% abaixo da média europeia, e a possibilidade de reduzir o tempo de trabalho sem reduzir o vencimento, vai aumentar o custo sobre a hora de trabalho. Ora, tendo em conta que a maior parte do tecido empresarial é composto por micro empresas e PMEs, o tecido empresarial não aguenta uma redução de horas sem redução de vencimento.

Por outro lado, as pessoas não estão disponíveis para cortar no orçamento, ou não têm mesmo qualquer margem para isso. “A minha opinião é, Portugal não aguenta uma redução imediata de oito horas por semana, 32 horas por mês, mas acredito que seja possível funcionar um dia”, considera Ricardo Parreira.

O executivo considera que precisamos de soluções de transição, de testar outras hipóteses, explicando a solução adotada na PHC.

A Happy Friday da PHC é uma solução de transição, onde todos os colaboradores têm direito a uma sexta-feira por mês para tempo pessoal, sem redução de vencimento ou de horário, pagando mesmo assim o subsídio de alimentação.

“Na PHC tivemos bons resultados com esta medida, a felicidade está a um ótimo nível, a produtividade subiu mais de 5%, e a saúde mental veio muito melhorada na generalidade dos colaboradores”, sublinha o CEO da PHC.

Mas todas as empresas podem suportar uma Happy Friday? Ricardo Parreira acredita que nem todas têm essa possibilidade, mas as que tiverem uma boa organização do trabalho, capacidade de substituir as funções críticas, e se avaliarem as pessoas pelo seu resultado e entrega, e não por observação ou pelo número de horas que estão no escritório, é possível aguentar.

“Concluindo, vamos optar por soluções de transição, aproveitar estas hipóteses e ver o que resulta para melhorar a produtividade e o bem-estar das empresas em Portugal, termina Ricardo Parreira.

 

 

 

 

 

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