O preço das refeições nas cantinas escolares para o próximo ano letivo tem sido um obstáculo para os municípios, com as empresas a pedir o dobro daquilo que o Estado paga, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
Segundo a mesma publicação, as empresas estão a pedir mais de três euros por refeição às autarquias, contudo, o Estado só cobre 1,40 euros. Esta subida acontece devido ao aumento do preço dos combustíveis, dos alimentos e do salário mínimo.
“Há colegas que estão a comprar refeições por três euros”, disse Fernando Queiroga, presidente da Câmara de Boticas e vogal da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), citado pelo jornal.
Também José Pinheiro, autarca de Vale de Cambra, confirmou que “as refeições mais do que vão duplicar, o que criará um desequilíbrio tremendo nas câmaras. Vamos receber do Estado 1,40 euros por refeição. São contas de 2018 e estamos em 2022”.
Póvoa do Varzim, São João da Madeira, Trofa, Cascais, Vila Real e Vila Nova de Gaia são outras das autarquias que confirmaram o aumento e admitiram que isso terá implicações.
O jornal adianta ainda que o tema será discutido, esta semana, na comissão técnica que acompanha o processo de descentralização, na qual têm assento a ANMP e representantes do Estado.














