Tudo o que a OMS tem dito sobre a varíola dos macacos: desde as causas aos medos pandémicos

Sintomas da varíola dos macacos incluem gânglios linfáticos inchados, febre, dor de cabeça, calafrios e exaustão – alguns pacientes podem desenvolver uma erupção cutânea, que mais tarde vai formar crostas. Para a maioria das pessoas, o vírus não é perigoso – a maioria recupera-se totalmente. E não há mortes registadas pelo vírus

Francisco Laranjeira

O recente surto da varíola dos macacos tem provocado uma preocupação generalizada em todo o mundo, por entre receios que pudesse conduzir a outra pandemia global à semelhança da registada pela Covid-19. O monkeypox é uma infeção viral rara e, até agora, só havia sido registada em áreas da África Ocidental e Central de forma pandémica.

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Os sintomas da varíola dos macacos incluem gânglios linfáticos inchados, febre, dor de cabeça, calafrios e exaustão – alguns pacientes podem desenvolver uma erupção cutânea, que mais tarde vai formar crostas. Para a maioria das pessoas, o vírus não é perigoso – a maioria recupera-se totalmente. E não há mortes registadas pelo vírus.

No entanto, pode haver riscos para as crianças e as mulheres grávidas com o monkeypox têm um grande risco de natimortos – mais de 80 casos foram registados até ao momento em todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos e no Reino Unido, com mais de 50 casos suspeitos sob investigação.

Alguns países estão a introduzir períodos de quarentena obrigatórios para quem contrai o vírus, algo familiar já vivido na pandemia da Covid-19.

E a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que já disse sobre o assunto?

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Especialistas mundiais em saúde ainda sabem pouco sobre a varíola e o que causou este surto. A 20 de maio, a OMS disse em comunicado que está a trabalhar com países de todo o mundo para entender melhor a extensão e as causas. No entanto, embora possa ser muito cedo para dizer o quão sério é esse surto, a OMS já reiterou que esse vírus é diferente do da Covid-19.

Sylvie Briand, diretora de preparação e prevenção de epidemias e pandemias da OMS, fez questão de tranquilizar as pessoas. “A OMS não quer que as pessoas entrem em pânico ou tenham medo e pensem que é como a Covid-19 ou talvez pior.” Na mesma conferência, a OMS também disse que há uma janela de oportunidade para evitar que o surto saia do controlo.

Outros especialistas em saúde pública frisaram que a varíola dos macacos não está na mesma linha da Covid-19. Andrew Lee, professor de saúde pública da Universidade de Sheffield, do Reino Unido, referiu à revista ‘Newsweek’ que a varíola dos macacos é “muito menos infeciosa do que a Covid-19, então a velocidade com que se espalha nas populações é marcadamente menor. Não é provável que vejamos aumentos exponenciais no número de casos e enormes ondas epidémicas como vimos para a Covid-19”, finalizou.

Uma das poucas semelhanças entre este vírus e a Covid-19 é que as medidas de precaução, como o isolamento, devem ajudar a impedir a propagação da varíola, segundo a OMS. Não existe uma vacina específica para a varíola dos macacos mas as vacinas contra a varíola são cerca de 85% eficazes. A OMS está atualmente a investigar como as vacinas podem prevenir e controlar o surto – mas, para já, a OMS garantiu que “consciencializar sobre os fatores de risco e educar as pessoas” é a principal estratégia de prevenção de surtos neste momento.

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