O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, desloca-se à Turquia com uma delegação militar a 8 de junho, para discutir a criação de um potencial corredor marítimo para as exportações agrícolas ucranianas.
Quem o disse foi o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Cavusoglu, esta terça-feira, em declarações citadas pela agência ‘Reuters’.
Num telefonema com o presidente turco Tayyip Erdogan na segunda-feira, o presidente Vladimir Putin disse que a Rússia está preparada para facilitar a exportação de grãos de portos ucranianos em coordenação com a Turquia.
Em declarações agência de notícias estatal Anadolu, Cavusoglu disse que está a trabalhar com as Nações Unidas para chegar a um acordo sobre a criação do corredor do Mar Negro, mas que as divergências entre Moscovo e Kiev mantêm-se.
Segundo o responsável, a ONU propôs a formação de um mecanismo conjunto de observação para monitorizar a rota marítima e a Turquia mostrou-se disponível para pensar nessa ideia.
O governante turco disse ainda que a Rússia queria que algumas sanções ocidentais contra o seu setor de seguros fossem suspensas, uma vez que isso afetaria os navios que participarão na potencial rede de transporte.
Recorde-se que a ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas – mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,8 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.
A ONU confirmou hoje que 4.074 civis morreram e 4.826 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 96.º dia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.













