Tiroteio em escola do Texas: Rapariga sobrevive ao manchar-se de sangue e fingir-se de morta

A família de Miah Cerrillo tem descrito a terrível provação sofrida pela menina de 11 anos, que ficou com fragmentos de bala no corpo.

Simone Silva

Uma criança de 11 anos viu a professora ser morta no tiroteio no Texas, mas conseguiu sobreviver, espalhando sangue de um dos colegas em si mesma, para se “fingir de morta”, avança a ‘Sky News’.

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A família de Miah Cerrillo tem descrito a terrível provação sofrida pela menina de 11 anos, que ficou com fragmentos de bala no corpo.

O seu pai disse ao ‘Washington Post’ que Miah testemunhou a professora Eva Mireles a ser baleada e o telefone a cair da sua mão. Miguel Cerrillo disse que a filha pegou no aparelho e ligou para o 112.

Numa tentativa de sobreviver, a menina deitou-se em cima de um colega de turma que tinha sido baleado, “pegou um pouco de sangue e colocou em si mesma para fingir que estava morta”, explicou depois a tia, Blanca Rivera.

“É demais para mim repetir esta cena várias vezes, mas foi o que minha cunhada me disse, ela viu a sua amiga cheia de sangue, pegou nesse sangue e colocou em si mesma”, afirmou.

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A mãe e o pai de Miah estavam reunidos do lado de fora da escola Uvalde enquanto o atirador estava escondido lá dentro.

Cerrillo disse que acabou por ver a sua filha encharcada de sangue e outra criança a serem carregadas por um polícia. Foi transportada para o hospital com fragmentos de bala no pescoço e nas costas, mas já recebeu alta.

Estas revelações surgem numa altura em que crescem as críticas sobre quanto tempo a polícia demorou a entrar no edifício, com autoridades a referir que foi cerca de uma hora.

Recorde-se que 21 pessoas morreram, incluindo 19 crianças e dois adultos, num tiroteio em massa que ocorreu na terça-feira numa escola primária na cidade na cidade de Uvalde, no estado norte-americano do Texas.

O tiroteio em Uvalde é o segundo mais mortal depois do ocorrido numa outra escola primária, Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, em dezembro de 2012, que custou a vida a 20 crianças e seis adultos.

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Segundo a Education Week, desde 2018 há registo de 119 tiroteios em escolas norte-americanas. Só este ano já aconteceram 27, contando com este último que aconteceu.

Em 2021 o país registou 34 tiroteios em instituições de ensino (o maior desde que a organização iniciou o seu banco de dados). Em 2020, foram 10 tiroteios. Tanto em 2019 como em 2018 há registo de 24 incidentes em escolas.

Já no geral, dados da ‘Gun Violence Archive’, uma organização independente de recolha de dados, mostram que só este ano já há registo de 212 tiroteios em massa.

No ano passado, os Estados Unidos registaram 693 tiroteios em massa, segundo o a mesma organização. No ano anterior foram 611. E em 2019, 417, o que reflete a tendência de aumento ao longo dos anos.

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