O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky pediu ao Ocidente que “pare de brincar” com a Rússia e imponha sanções mais duras a Moscovo, para acabar com a sua “guerra sem sentido” na Ucrânia, avança a ‘Reuters’.
“A Ucrânia sempre será um estado independente e não será quebrado. A única questão é que preço o nosso povo terá que pagar pela sua liberdade e que preço a Rússia pagará por esta guerra sem sentido”, disse Zelensky, em declarações na noite de quinta-feira.
O responsável sublinhou que “os eventos catastróficos ainda poderiam ser interrompidos se o mundo tratasse a situação na Ucrânia como se estivesse a enfrentar a mesma situação, se as potências parassem de brincar com a Rússia, e a pressionassem a acabar com a guerra.”
Zelensky reclamou de desacordos dentro da UE sobre mais sanções contra a Rússia e perguntou por que motivo algumas nações estavam a sser autorizadas a bloquear o plano.
A UE está a discutir uma sexta ronda de sanções, incluindo um embargo às importações de petróleo russo. Tal movimento requer unanimidade, mas a Hungria opõe-se à ideia por enquanto, alegando que a sua economia sofreria muito.
“Quantas semanas mais a União Europeia tentará chegar a um acordo sobre um sexto pacote?”, questionou Zelensky, observando que a Rússia estava a receber mil milhões de euros por dia do bloco, para fornecimento de energia.
Estas declarações de Zelensky marcam o segundo dia consecutivo em que ele aguçou as críticas à abordagem mundial da guerra. Na quarta-feira, criticou sugestões de que Kiev faça concessões para trazer a paz, dizendo que a ideia cheirava a tentativas de apaziguar a Alemanha nazi em 1938.
As suas críticas ao Ocidente aumentaram nos últimos dias, à medida que a União Europeia (UE) avança lentamente em direção a um possível embargo de petróleo russo e milhares de forças russas tentam cercar duas importantes cidades orientais de Sievierodonetsk e Lysychansk.
Três meses após a invasão da Ucrânia, a Rússia abandonou o seu ataque à capital Kiev e está a tentar consolidar o controlo da região industrial oriental de Donbas, onde apoia uma revolta separatista desde 2014.













