Ucrânia: Soldados russos confessam crimes de guerra. Mas estão arrependidos e pedem clemência

Os dois soldados russos capturados voltaram a declarar-se culpados por bombardear uma cidade no leste da Ucrânia.

Simone Silva

Os dois soldados russos capturados voltaram a declarar-se culpados por bombardear uma cidade no leste da Ucrânia, no segundo julgamento por crimes de guerra desde que as tropas russas invadiram o país, avança o ‘The Guardian’.

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À semelhança do que tinha acontecido na primeira sessão da semana passada, Alexander Bobikin e Alexander Ivanov reconheceram fazer parte de uma unidade de artilharia que disparou contra alvos na região de Kharkiv da região de Belgorod na Rússia.

O bombardeamento destruiu um estabelecimento de ensino na cidade de Derhachi, disseram os procuradores, adiantando que Bobikin e Ivanov foram capturados depois de cruzarem a fronteira e continuarem o bombardeamento.

Na segunda sessão do julgamento, esta quinta-feira no tribunal distrital de Kotelevska, no centro da Ucrânia, Bobikin assumiu ser “completamente culpado dos crimes de que sou acusado. Disparámos contra a Ucrânia da Rússia”.

Já Ivanov pediu para não receber a pena máxima de prisão, alegando ao tribunal estar arrependido dos crimes que cometeu. “Arrependo-me e peço a redução da pena”, apelou.

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Os procuradores pediram que ambos fossem condenados a 12 anos de prisão por violar as leis da guerra. Mas o advogado de defesa pediu clemência, argumentando que dois soldados estavam a cumprir ordens e arrependeram-se. O veredicto está previsto para 31 de maio.

Este é assim o segundo caso contra russos em apenas algumas semanas, parte do esforço da polícia ucraniana para garantir alguma medida de responsabilidade pelas atrocidades cometidas durante a invasão.

No primeiro julgamento, Vadim Shishimarin foi acusado de disparar e matar um ucraniano de 62 anos durante as primeiras semanas da guerra. Acabou por ser condenado a prisão perpétua.

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