“Teremos de aceitar no Ocidente que seremos um pouco mais pobres”, alerta primeiro-ministro da Holanda

Mark Rutte sublinha que há um limite à ação do Estado para compensar a alta inflação e altos custos da energia

Francisco Laranjeira

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, assegurou esta quarta-feira que há um “limite para o que um Governo pode fazer” para ajudar as pessoas devido ao aumento da inflação. No Fórum Económico Mundial, em Davos (Suíça), Rutte apontou que o Governo holandês vai ajudar as pessoas com rendimentos de classe baixa e média baixa com as suas crescentes contas de energia, embora tenha apontado que “não se pode ajudar a todos, então nós, no Ocidente, ficaremos um pouco mais pobres por causa da alta inflação e altos custos da energia”.

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A inflação atingiu 9,6% na Holanda em abril, de acordo com o órgão de estatísticas holandês CBS, que foi ligeiramente inferior à inflação de 9,7% registada em março.

O Governo holandês anunciou em março medidas de apoio para ajudar com o aumento dos preços, que incluiu aumentar um subsídio de energia único para 800 euros para pessoas com rendimento semelhante ao nível de benefício de assistência social do país. Rutte reconheceu ainda que o aumento dos preços iria apresentar “pressões sociais” que disse que poderiam ser vistas em eleições em toda a Europa.

Mas, acrescentou, “as pessoas geralmente entendem que há um limite para o que um Governo pode fazer, desde que sintam que é feito de maneira honesta e que foram apoiadas as pessoas que mais precisam”.

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