Empresas chinesas preparam-se para lucrar com a varíola dos macacos: Já desenvolveram kits de teste e esperam ter vacina dentro de um ano

As empresas já estão a desenvolver kits de teste e vacinas, depois de lucrarem muito com a pandemia de Covid-19.

Simone Silva

As empresas chinesas já se estão a preparar para lucrar com a varíola dos macacos desenvolvendo kits de teste e vacinas, depois de lucrarem muito com a pandemia de Covid-19.

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Vários laboratórios começaram a fazer kits de teste de ácido nucleico para o vírus que se está a espalhar pelo mundo com mais de 200 casos confirmados. A China ainda não registou nenhuma infeção, mas especialistas acreditam que uma vacina pode ser desenvolvida dentro de um ano.

O jornal estatal do país, ‘Global Times’, disse que “vários fabricantes chineses de kits de teste já confirmaram que desenvolveram kits de ácido nucleico para a varíola, que podem ser rapidamente colocados em produção em massa e no mercado doméstico, uma vez aprovados pelo governo”.

“Enquanto isso, especialistas apontaram que não há problemas tecnológicos no desenvolvimento de uma vacina contra a varíola e uma rápida revisão especial pela administração de medicamentos da China poderia ajudar o país a desenvolver a vacina em cerca de um ano”, escreveu.

Pelo menos 221 casos de varíola dos macacos foram confirmados em todo o mundo desde que o primeiro paciente adoeceu no Reino Unido em 6 de maio, com a maioria das infeções entre homens gays e bissexuais.

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Os Emirados Árabes Unidos, República Checa e Eslovénia são os países mais recentes a registar infeções. Em Portugal já há 49 casos casos confirmados, segundo a Direção Geral da Saúde (DGS).

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico. Ao dirigirem-se a uma unidade de saúde, deverão cobrir as lesões cutâneas”, recomenda.

A par disso, são ainda reforçadas “as medidas a implementar perante sintomas suspeitos, devendo os indivíduos abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, ou outros sintomas”.

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