A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a existência de 131 casos de varíola dos macacos (Monkeypox) e 106 casos suspeitos desde que o primeiro foi relatado a 7 de maio, avança a ‘Reuters’.
Embora o surto seja incomum, ainda pode ser contido e limitado, segundo a OMS, que está a convocar novas reuniões para apoiar os Estados membros com mais conselhos sobre como lidar com a situação.
Sylvie Briand, diretora da OMS para Preparação Global para Riscos Infeciosos, reconheceu que o surto “não era normal”, mas disse que pode ser “contido”. Também existem vacinas e tratamentos disponíveis. “Não vamos fazer uma tempestade num copo de água”, apelou.
“Encorajamos todos a aumentarem a vigilância da varíola dos macacos para ver onde estão os níveis de transmissão e entender para onde está a caminhar”, disse em declarações na Assembleia Mundial da Saúde em Genebra.
Segundo a responsável, ainda não está claro se os casos são a “ponta do iceberg” ou se o pico de transmissão já passou, mas é improvável que o vírus tenha sofrido uma mutação.
Ainda assim, adiantou, a transmissão pode estar a ser impulsionada por uma mudança no comportamento humano, principalmente quando as pessoas voltam a socializar depois da pandemia.
Monkeypox é uma infeção viral geralmente ligeira, que se espalha principalmente por contato próximo e que, até ao recente surto, raramente era registada em outras partes do mundo. A maioria dos casos recentes foram relatados na Europa.
Muitos, mas não todos, os casos foram relatados em homens que fazem sexo com outros homens, e Briand disse que era particularmente importante tentar prevenir a transmissão sexual.
Os sintomas incluem febre e uma erupção cutânea irregular distinta. A estirpe de varíola da África Ocidental, que é a identificada no surto atual, tem uma taxa de mortalidade de cerca de 1%.
Recorde-se que a DGS revelou ontem que foram confirmados mais 14 casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal, havendo, até ao momento, 37 casos confirmados.
Em comunicado, o organismo informou que os casos foram reportados “nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Algarve”, aguardando-se neste momento “os resultados relativamente a outras amostras”.













