Testes à Covid-19 gratuitos? “No dia de hoje poderá ainda não ser possível”, alerta Presidente da Associação Nacional de Farmácias

“No dia de hoje poderá ainda não ser possível aceder aos testes gratuitos nas farmácias portuguesas, porque as farmácias estão neste momento a preparar-se e têm de submeter os pedidos de acesso à base de dados de prescrições”

Simone Silva

A Presidente da Associação Nacional de Farmácias alertou que apesar de a medida dos testes rápidos comparticipados ter entrado esta terça-feira em vigor, os mesmos só deverão estar disponíveis nas farmácias a partir de amanhã.

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Em declarações à ‘TVI’, Ema Paulino explicou que isto se deve ao facto de as farmácias ainda não terem acesso à base de dados das prescrições médicas, agora obrigatórias.

“No dia de hoje poderá ainda não ser possível aceder aos testes gratuitos nas farmácias portuguesas, porque as farmácias estão neste momento a preparar-se e têm de submeter os pedidos de acesso à base de dados de prescrições”, sublinhou.

Assim, acrescentou, “espera-se que durante o dia de hoje esse acesso seja concedido às farmácias e, que portanto, ao final do dia ou amanhã já seja possível fazer essa comparticipação dos testes”.

A responsável esclareceu ainda que a prescrição para realizar o teste “pode ser passada por qualquer médico que tenha feito uma avaliação da situação e que considere necessário a pessoa fazer um teste rápido profissional”.

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De recordar que neste momento, apenas era possível fazer testes prescritos e comparticipados a 100% nos laboratórios com acordo com o Serviço Nacional de Saúde, possibilidade que volta a ser alargada às farmácias comunitárias com a portaria publicada na segunda-feira.

Com a publicação da portaria, o Governo retoma a comparticipação a 100% dos testes rápidos de antigénio (TRAg), mediante prescrição e com um valor máximo em termos de comparticipação de 10 euros.

A responsável da ANF já tinha dito à Lusa que a decisão do Governo era “uma medida bastante positiva” e uma “excelente forma” de as farmácias “ajudarem a reduzir a pressão sobre os cuidados de saúde, nomeadamente, sobre as urgências hospitalares e centros de saúde”.

A presidente da ANF manifestou-se ainda convicta de que cerca de 1.500 farmácias devem aderir a este novo regime de comparticipação, o mesmo número de “farmácias que estava a efetuar os testes comparticipados no final de abril”.

A comparticipação dos TRAg de uso profissional nas condições expressas na portaria, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, está em vigor até final de junho e é justificada na portaria com a incidência muito elevada da pandemia de covid-19.

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A portaria sublinha a relevância da realização de testes de diagnóstico para despiste de infeção por SARS-CoV-2, tanto para referenciação de pessoas sintomáticas como para deteção precoce de casos confirmados, acrescentando: “importa garantir o acesso e a realização de TRAg de uso profissional, prescritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e financiados através de um regime especial de preços máximos para efeitos de comparticipação”.

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