Depois de uma estoica resistência perante as forças russas, o batalhão Azov rendeu-se após um prolongado extenso por parte do exército russo ao complexo industrial de Azovstal. A ordem para rendição partiu do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que defendeu que era “impossível desbloquear a situação por meios militares”. “Necessitamos de heróis vivos”, salientou Zelensky.
Mas o que levou o presidente ucraniano a ceder? E a troco de quê?
Segundo uma fonte diplomática contatada pelo El Mundo, o líder ucraniano já não conseguia resistir à pressão de alguns dos seus soldados, que até se mostravam preparados para lançar uma ofensiva “sensacional e muito simbólica” sobre Azovstal. Mas Zelensky deu Mariupol por perdida.
Não se sabe como é que esta decisão do presidente foi digerida por aqueles que apoiaram os soldados ucranianos em Azovstal. Mas a ala predominante é a dos que não aceitam a rendição, nem mesmo as negociações com a Rússia.
“Não conheço outras fronteiras além das da independência em 1991”, já declarou o chefe da inteligência militar da Ucrânia, Kyrylo Budanov.
Agora, os soldados do Batalhão Azov estão detidos em prisões russas. Zelensky já se comprometeu a fazê-los regressar à Ucrânia.
A solução pode passar por uma troca com Viktor Medvedchuk, o oligarca ucraniano amigo de Putin. Outra possibilidade é a troca com prisioneiros de guerra russos.
Nos oito anos de guerra na região do Donbass, este foi o único ponto em que Kiev e Moscovo chegaram a acordo.












