Venda de carros elétricos em 2022 dispara em Portugal

Os carros elétricos têm sido uma escolha cada vez mais frequente. Muitos acreditam que ainda não assistimos a vendas realmente abruptas dos carros elétricos porque os valores de comercialização ainda estão elevados para a carteira da maior parte dos portugueses.

Executive Digest

Os carros elétricos têm sido uma escolha cada vez mais frequente. Muitos acreditam que ainda não assistimos a vendas realmente abruptas dos carros elétricos porque os valores de comercialização ainda estão elevados para a carteira da maior parte dos portugueses. Se anda a ver sobre como comprar um carro elétrico e se o preço elevado é o entrave, saiba que através das apostas de casino online dinheiro real é possível tentar a sua sorte.

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A verdade é que os dados recentes, divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), mostram que, nos primeiros quatro meses deste ano, foram vendidos em Portugal 4.707 automóveis elétricos, um crescimento de 88,1 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado. A mesma análise revelou que, relativamente à comercialização de automóveis movidos a energias alternativas, o maior crescimento vai para os híbridos GPL/gasolina, onde as vendas dispararam 125 por cento no primeiro quadrimestre de 2022. Ou seja, de acordo com a ACAP, no somatório das vendas de híbridos (a GPL, gasolina ou gasóleo) e elétricos puros, a variação foi de 39 por cento.

Esta é uma realidade que também se justifica pela implementação de incentivos por parte do Governo. No dia 1 de janeiro de 2022, o incentivo do Estado para a aquisição de um ligeiro de passageiros 100 por cento elétrico novo passou a ser de quatro mil euros, valor que compara com os três mil euros anteriores. As empresas também se podem candidatar, mas não à categoria de passageiros. Enquanto que os particulares podem pedir financiamento para um só veículo, as pessoas coletivas podem candidatar-se a seis mil euros para dois ligeiros de mercadorias 100 por cento elétrico e até quatro bicicletas, ciclomotores ou motociclos.

A pandemia de COVID-19 não trouxe apenas efeitos nefastos. As restrições das vendas por falta de matéria-prima, a diminuição da procura por automóveis por causa do confinamento, a implementação do teletrabalho e a insegurança financeira por parte dos consumidores, conduziu a uma reflexão individual e, talvez, a uma mudança num dos paradigmas da sociedade. A ACAP, citada no “site” Fleetmagazine, afirmou que ocorreu o crescimento de 134,3 por cento do número de matrículas de ligeiros de passageiros elétricos 100 por cento elétricos, face ao mesmo período de 2021. Nesta análise, a penetração dos motores a gasolina é a que menos cresce entre todas as restantes motorizações. Além disso, “entre janeiro e o final de março deste ano, foram matriculados 3.699 automóveis movidos exclusivamente a eletricidade”.

Relativamente às marcas, a Tesla é quem reivindica quase 15 por cento deste mercado, sendo que a marca americana está entre as que mais cresce em relação ao primeiro trimestre de 2021, com mais de 73,5 por cento de unidades registadas. Segue-se a Peugeot, com 344 unidades, enquanto BMW (266 unidades), Audi (257 unidades) e Kia (247 unidades) completam o TOP 5. No mesmo seguimento, em sexto lugar, está a Nissan (244 unidades), Hyundai (194 unidades), Mercedes-Benz (190 unidades), Renault (179 unidades) e Citroen (152 unidades). A ACAP destaca ainda a ascensão da Toyota, que alcançou a posição de segunda marca mais vendida em Portugal.

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O futuro é imprevisível, no entanto, refletindo sobre os números divulgados, para o mercado dos automóveis elétricos auspicia-se bastante positivo.

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