Falta de professores: Docentes que não estão a dar aulas vão ter de voltar às escolas, diz ministro

O objetivo da medida é combater o problema da falta de professores.

Revista de Imprensa

A falta de professores em Portugal tem sido um tema muito debatido nos últimos tempos, sobretudo pelos sindicatos do setor. Muitas têm sido as soluções apontadas, mas agora o Ministério promete trazer de volta docentes que não estão a dar aulas.

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A garantia foi dada por João Costa, Ministro da Educação, em entrevista ao ‘Expresso’, na qual o governante promete também abrir vagas nas escolas e aumentar a estabilidade para evitar que os docentes continuem a andar com a “casa às costas”.

“A falta de professores tem três dimensões: uma que resulta do acelerar das aposentações, que vai começar em força a partir dos próximos dois anos letivos”, começa por referir.

De seguida, adianta, “há um problema, que é o que se faz mais sentir neste momento, que decorre do absentismo por doença ou por outras razões, sendo difícil encontrar substitutos”.

“E há uma terceira dimensão que tem a ver com uma distribuição regional assimétrica de oferta de docentes. Mas neste momento ainda não há falta de professores”, refere João Costa.

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Segundo o responsável, “a prova é que, ao longo deste ano, já preenchemos cerca de 25 mil horários. E todos os anos o Ministério cede cerca de 2 mil professores às mais variadas instituições”.

“Mas cede quando pode ceder. Este ano vamos ter de reduzir enormemente porque precisamos deles nas escolas”, sublinha ao jornal, revelando que há “professores a trabalhar em universidades, em associações socioculturais, profissionais, em direções-gerais da Administração Pública… Vamos fazer essa triagem e chamá-los de volta às escolas”.

João Costa indica ainda que “o principal foco da nossa atuação é permitir que um professor colocado em Lisboa se vincule em Lisboa e possa reorientar a sua vida para aí”.

“A grande dificuldade de um professor do norte ficar no Algarve, por exemplo, é que vai para lá para ficar transitoriamente. Temos de acabar com este “casa às costas”: quando um professor for colocado numa escola saberá que é lá que vai trabalhar para sempre”, defende.

Esse objetivo, refere, “implicará vincular as pessoas em quadro de escola mais rapidamente, substituindo os lugares em quadro de zona pedagógica [QZP, afetos a uma região] por vagas em quadro de escola. Além disso, vamos reduzir a dimensão geográfica dos QZP, que são muito amplos. Estas duas medidas permitirão que as pessoas possam fazer planos de vida”, conclui.

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