Ucrânia: Russos temem que abusos em Mariupol saiam pela culatra e inspirem resistência, denuncia Inteligência americana

Abusos em questão incluem espancar e eletrocutar funcionários da cidade e roubar casas, de acordo com descobertas da Inteligência amaericana

Francisco Laranjeira

As autoridades russas estão preocupadas com o facto de as forças russas na cidade portuária de Mariupol estarem a realizar abusos graves, segundo revelou uma autoridade americana em declarações citadas pela ‘Associated Press’ – a preocupação das autoridades é que os abusos saiam pela culatra e inspiram ainda mais os moradores de Mariupol a resistir à ocupação russa.

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A fonte americana, que não estava autorizada a comentar publicamente e falou sob condição de anonimato, garantiu que os russos temiam que os abusos minassem as alegações do Kremlin de que libertaram a cidade de língua russsa. Os abusos em questão incluem espancar e eletrocutar funcionários da cidade e roubar casas, de acordo com descobertas da Inteligência amaericana.

A nova inteligência foi desclassificada e partilhada por um oficial dos EUA quando alguns dos últimos combatentes ucranianos na cidade devastada emergiram das ruínas da siderúrgica Azovstal. Os combatentes receberam ordens dos militares para abandonar o último reduto de resistência na cidade arrasada e enfrentar um destino incerto. Centenas de combatentes resistiram mesmo com bombardeamentos implacáveis no último bastião de resistência na cidade portuária.

Não ficou claro a extensão do suposto abuso recolhido pela Inteligência dos Estados Unidos mas à memória chegam os abusos generalizados dos direitos humanos em Bucha e nos subúrbios de Kiev.

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