A procuradoria ucraniana pediu esta quinta-feira prisão perpétua para o soldado russo que está a ser julgado pelos crimes de guerra na Ucrânia e que já se declarou culpado pelos mesmos, de acordo com a AFP.
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— Agence France-Presse (@AFPespanol) May 19, 2022
Vadim Shishimarin, de 21 anos, pediu hoje perdão à viúva do homem que matou, durante a sessão de julgamento realizada em Kiev. O jovem declarou-se culpado na quarta-feira por ter matado um civil ucraniano na região de Sumy, no norte da Ucrânia, a 28 de fevereiro, quatro dias após o início da invasão russa da Ucrânia.
Shishimarin foi acusado de matar um civil desarmado que tinha 62 anos. De acordo com a acusação, Shishimarin comandava uma unidade da divisão de tanques quando a caravana militar onde seguia foi atacada. Em conjunto com outros quatro soldados, Shishimarin roubou um carro e os militares fugiram do local do ataque.
Quando circulavam perto da aldeia de Shupakhivka, na região de Sumy, encontraram o homem de 62 anos. A procuradoria-geral ucraniana referiu que um dos miliares ordenou a Shishimarin que “matasse o civil para que ele não os denunciasse”. O soldado de 21 anos obedeceu à ordem e disparou contra o homem desarmado, matando-o.
O militar foi posteriormente capturado pelas forças de Kiev e, em 4 de maio, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) divulgou um vídeo no qual ele confessa ter disparado contra um civil.
A procuradoria-geral ucraniana já indicou que poderão realizar-se mais julgamentos por crimes de guerra em breve, depois de ter identificado milhares de potenciais crimes cometidos pelas forças russas.
Ainda esta quinta-feira as autoridades ucranianas apresentaram acusações de crimes de guerra contra mais dois soldados russos, que começaram a ser julgados. Aleksandr Bobykin e Aleksandr Ivanov compareceram no tribunal esta manhã e declararam-se culpados por violar as regras de guerra durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Os dois russos estão acusados de bombardear áreas civis da Ucrânia com mísseis GRAD. Os procuradores dizem que ambos operavam um lançador de mísseis, num camião russo. Um deles conduzia o veículo, enquanto o outro disparava atingindo civis na região de Kharkiv.
Apesar das provas recolhidas no terreno que apontam para os crimes de guerra cometidos pelos soldados russos, o Kremlin continua a defender que as suas tropas não atacaram civis.













