Ucrânia pede prisão perpétua para soldado russo que se declarou culpado por crimes de guerra

O pedido foi feito esta quinta-feira pela procuradoria ucraniana.

Simone Silva

A procuradoria ucraniana pediu esta quinta-feira prisão perpétua para o soldado russo que está a ser julgado pelos crimes de guerra na Ucrânia e que já se declarou culpado pelos mesmos, de acordo com a AFP.

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Vadim Shishimarin, de 21 anos, pediu hoje perdão à viúva do homem que matou, durante a sessão de julgamento realizada em Kiev. O jovem declarou-se culpado na quarta-feira por ter matado um civil ucraniano na região de Sumy, no norte da Ucrânia, a 28 de fevereiro, quatro dias após o início da invasão russa da Ucrânia.

Shishimarin foi acusado de matar um civil desarmado que tinha 62 anos. De acordo com a acusação, Shishimarin comandava uma unidade da divisão de tanques quando a caravana militar onde seguia foi atacada. Em conjunto com outros quatro soldados, Shishimarin roubou um carro e os militares fugiram do local do ataque.

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Quando circulavam perto da aldeia de Shupakhivka, na região de Sumy, encontraram o homem de 62 anos. A procuradoria-geral ucraniana referiu que um dos miliares ordenou a Shishimarin que “matasse o civil para que ele não os denunciasse”. O soldado de 21 anos obedeceu à ordem e disparou contra o homem desarmado, matando-o.

O militar foi posteriormente capturado pelas forças de Kiev e, em 4 de maio, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) divulgou um vídeo no qual ele confessa ter disparado contra um civil.

A procuradoria-geral ucraniana já indicou que poderão realizar-se mais julgamentos por crimes de guerra em breve, depois de ter identificado milhares de potenciais crimes cometidos pelas forças russas.

Ainda esta quinta-feira as autoridades ucranianas apresentaram acusações de crimes de guerra contra mais dois soldados russos, que começaram a ser julgados. Aleksandr Bobykin e Aleksandr Ivanov compareceram no tribunal esta manhã e declararam-se culpados por violar as regras de guerra durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Os dois russos estão acusados ​​de bombardear áreas civis da Ucrânia com mísseis GRAD. Os procuradores dizem que ambos operavam um lançador de mísseis, num camião russo. Um deles conduzia o veículo, enquanto o outro disparava atingindo civis na região de Kharkiv.

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Apesar das provas recolhidas no terreno que apontam para os crimes de guerra cometidos pelos soldados russos, o Kremlin continua a defender que as suas tropas não atacaram civis.

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