Soldado russo acusado de crimes de guerra na Ucrânia declara-se culpado

Este foi o primeiro julgamento de crimes de guerra cometidos durante o conflito.

Fábio Nunes

Um soldado russo acusado de crimes de guerra no decurso da invasão da Ucrânia declarou-se culpado pelo homicídio de um civil que estava desarmado, avança a BBC. Este foi o primeiro julgamento de crimes de guerra cometidos durante o conflito na Ucrânia e decorreu em Kiev.

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Vadim Shishimarin, de 21 anos, foi acusado de matar um civil desarmado que tinha 62 anos de idade nos primeiros dias da invasão russa. O soldado russo pode enfrentar uma pena de prisão perpétua.

De acordo com a acusação, Shishimarin comandava uma unidade da divisão de tanques quando a caravana militar onde seguia foi atacada. Juntamente com outros quatro soldados, Shishimarin roubou um carro e os militares fugiram do local do ataque.

Quando circulavam perto da aldeia de Shupakhivka, na região de Sumy, encontraram o homem de 62 anos. A procuradoria-geral ucraniana referiu que um dos miliares ordenou a Shishimarin que “matasse o civil para que ele não os denunciasse”. O soldado de 21 anos obedeceu à ordem e disparou contra o homem desarmado, matando-o.

A procuradoria-geral ucraniana já indicou que poderão realizar-se mais julgamentos por crimes de guerra em breve, depois de ter identificado milhares de potenciais crimes cometidos pelas forças russas.

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Apesar das provas recolhidas no terreno que apontam para os crimes de guerra cometidos pelos soldados russos, o Kremlin continua a defender que as suas tropas não atacaram civis.

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