Os avistamentos de OVNIs são “frequentes e contínuos”, segundo revelou esta terça-feira um oficial de inteligência naval a membros de um Comité de Inteligência do Congresso. O vice-diretor Scott Bray garantiu, no subcomité de Contraterrorismo, Contrainteligência e Contraproliferação, que os avistamentos – os Fenómenos Aéreos Não Identificados (UAPs), na nova terminologia do Pentágono – foram comuns em campos militares desde os anos 2000.
O testemunho de Scott Bray chegou como parte da primeira audiência do Congresso sobre OVNIs em mais de 50 anos – foi acompanhado pelo subscretário de Defesa para Inteligência e Segurança dos EUA, Ronald Moultrie, que supervisiona o Grupo de Sincronização de Gestão e Identifcação de Objetos Aerotransportados do Pentágono (AOIMSG), organismo dedicado a investigar OVNIs e responsável por uma relatório que concluiu que mais de 140 avistamentos, desde 2004, não puderam ser explicados e também não foram ‘truques’ de luzes ou sensores.
“Está claro que muitos dos avistamentos são objetos físicos, com base nos dados que temos”, afirmou Bray na audiência. A maioria desses avistamentos enquadra-se numa das cinco categorias: desordem no ar, fenómenos atmosféricos nacionais, programas de desenvolvimento da indústria dos EUA, adversários estrangeiros ou “outros”. As observações eventualmente identificáveis incluíram pedaços de Mylar de balões e drones comerciais e militares, disse Bray, e melhorias nos sensores militares podem ser responsáveis por parte do aumento nos avistamentos.
Mas, ao mesmo tempo, os dois responsáveis da Inteligência notaram que muitos avistamentos permanecem inexplicáveis e potencialmente perigosos, com Bray a notar que houve 11 quase colisões entre OVNIs e ativos militares. A AOIMSG está a estabelecer um processo formal de denúncia para ajudar a reduzir o estigma em torno de relatos de avistamentos de OVNIs, a fim de recolher mais dados e entender melhor quaisquer riscos potenciais. “Quando começamos a preocupar-nos com a segurança do nosso pessoal e bases, não há prioridade maior”, explicou Moultrie. “Acreditar que tornar os relatórios de UAP um imperativo da missão será a chave para o nosso sucesso.”












