A União Europeia ainda não chegou a acordo sobre um sexto pacote de sanções contra a Rússia, segundo explicou esta segunda-feira o líder da diplomacia europeia, Josep Borrell, após a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas. “Infelizmente, não foi possível chegar a um acordo hoje”, apontou o responsável europeu aos jornalistas.
“Este atraso é insustentável, é uma situação que prejudica a todos. Tem um grande custo a nível de credibilidade, é um presente que damos à Rússia”, criticou.
No entanto, a reunião ministerial decidiu fornecer 500 milhões de euros adicionais para a compra de armas em apoio a Kiev, elevando o total da ajuda europeia para este fim para 2 mil milhões de euros – um primeiro pacote de 500 milhões de euros foi aprovado no final de fevereiro, seguido de mais dois em março e abril.
O acordo sobre possíveis sanções ao petróleo russo, a nível europeu, não seria fácil, conforme explicou o político espanhol antes de reunião, sem no entanto esconder o otimismo. “Faremos o possível para desbloquear a situação e chegar a um acordo sobre sanções ao petróleo russo, mas não posso garantir que isso aconteça durante a reunião de hoje, porque as posições de alguns países são bastante fortes”, apontou Borrell.
“Manter relações estreitas com regime de Putin já não é compatível com a construção de um futuro comum na União Europeia. Permanecer neutro, nos dias que correm, é um conceito falso. Um país invadiu outro país e pôr isto em pé de igualdade é um fracasso na distinção entre quem ataca e quem é atacado”, frisou Borrell. “Podemos ter em conta certos problemas na opinião pública mas fica claro que são pontos incompatíveis. Macedónia do Norte, Albânia e Montenegro estão alinhados com a nossa política externa e por isso podem estar expostos a mais ameaças da Rússia. Todos os nossos parceiros sentem o impacto direto da guerra da Rússia.”
Sobre o conflito na Ucrânia, Josep Borrel garantiu que a União Europeia não vai “permitir que nenhum lado território seja reivindicado”. “Não reconheceremos um único quilómetro quadrado de terra ucraniana tomada da Rússia.”, garantiu o Alto Representante da UE para a Política Externa. “Temos três provas a ultrapassar: guerra, resiliência e legitimidade internacional”, finalizou.













