Rússia já terá deslocado mísseis nucleares para fronteira com a Finlândia após anúncio da adesão à NATO

Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Ryabkov, garantiu: “Não devem ter ilusões de que simplesmente vamos tolerar isso”, e insistiu que “o nível geral de tensão militar vai aumentar”

Francisco Laranjeira

A Rússia começou a mover mísseis com capacidade nuclear para a sua fronteira com a Finlândia, horas depois de Moscovo ter prometido uma reação aos planos de Helsínquia em aderir à NATO, segundo avançou o jornal britânico ‘Metro’ – para o Kremlin foi necessário um aviso assustador de que os planos de adesão da Finlândia e da Suécia à aliança atlântica eram um “erro grave com consequências de longo alcance”.

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O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Ryabkov, garantiu: “Não devem ter ilusões de que simplesmente vamos tolerar isso”, e insistiu que “o nível geral de tensão militar vai aumentar”.

Esta segunda-feira foram publicados nas redes sociais diversos vídeos numa estrada que leva a Vyborg, a cerca de 40 quilómetros da fronteira finlandesa, no qual é possível ver-se a implantação de mísseis Iskander móveis. Acredita-se que estejam sete lançadores a caminho, segundo comentários num vídeo transmitido pelos órgãos de comunicação social russa.

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O vídeo surgiu quando foi afirmado na televisão estatal russa que Moscovo poderia lançar armas nucleares na sua fronteira europeia se a Suécia e a Finlândia permitirem bases militares nos seus territórios. Vladimir Putin não teria “escolha” a não ser “neutralizar a nova ameaça”, chegou mesmo a sugerir um comentador no canal ‘Rossiya One’.

A Finlândia anunciou oficialmente os seus planos de se inscrever na NATO no passado domingo, desafiando os avisos da Rússia de que a medida seria recebida com “medidas de retaliação”. Horas depois, o partido social-democrata no poder da Suécia abandonou a sua oposição de 73 anos à adesão à aliança – abandonando décadas de não-alinhamento militar após a invasão da Ucrânia pela Rússia. “A sua razão oficial é o medo. Mas eles terão mais medo na NATO. Quando as bases da NATO aparecerem na Suécia e na Finlândia, a Rússia não terá escolha a não ser neutralizar o desequilíbrio e a nova ameaça com o uso de armas táticas.”

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