Os deputados finlandeses e suecos discutem esta segunda-feira nos respetivos parlamentos a decisão de aderir à NATO, que se espera que seja favorável, tendo em conta as posições já divulgadas nos últimos dias.
No caso da Finlândia, que já anunciou oficialmente no domingo a adesão à aliança, a decisão é debatida esta manhã, devendo ser aprovada pela esmagadora maioria dos deputados.
Na quinta-feira Presidente e a primeira-ministra do país disseram que a Finlândia deveria aderir sem demoras à Aliança e, este domingo, anunciaram oficialmente a intenção de avançar para a candidatura. Mas ainda têm de chegar a um entendimento com a Turquia.
Relativamente à Suécia, o seu Parlamento também debate hoje uma eventual candidatura à Aliança Atlântica, depois de no domingo os sociais democratas no poder terem aprovado uma candidatura à NATO.
Numa reunião extraordinária ontem realizada, a direção decidiu que o partido irá “contribuir para uma candidatura da Suécia à NATO”, abrindo assim caminho a um pedido de adesão pelo Governo, que se espera que aconteça nos próximos tempos.
Já na sexta-feira a Suécia se tinha mostrado favorável à adesão, seguindo o exemplo da Finlândia, em considerar que será benéfico para o país fazer parte da aliança, apesar das ameaças da Rússia.
A Suécia e a Finlândia têm estado fora de alianças militares há décadas. Oficialmente neutras durante a Guerra Fria, a Suécia e a Finlândia permaneceram fora da NATO após a queda da União Soviética (URSS), mas têm mantido alguma proximidade com a Aliança Atlântica desde a década de 1990.
Os dois países são membros da “Parceria para a Paz” da NATO e participam regularmente em exercícios militares conjuntos.
O secretário-geral da NATO, o norueguês Jens Stoltenberg, disse que os dois países são as duas nações não-membros mais próximas da Aliança e que seriam recebidos “de braços abertos” se apresentassem as suas candidaturas.
Contudo, a Rússia já alertou várias vezes nas últimas semanas contra as “consequências políticas e militares” de uma candidatura finlandesa e sueca à NATO.
Ainda na quinta-feira, o responsável russo disse que um conflito direto com a NATO pode desencadear uma guerra nuclear. No entanto, a ação militar parece improvável, num momento em que as forças russas mal avançam na Ucrânia.













