Adesão da Finlândia e outros países à NATO é “motivo de reforço da solidariedade europeia”, afirma Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que não vê com preocupação a adesão da Finlândia e outros países europeus à NATO.

Simone Silva

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que não vê com preocupação a adesão da Finlândia e outros países europeus à NATO.

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Em declarações aos jornalistas em Lisboa, o responsável disse que isso era “motivo de reforço da solidariedade europeia, a Europa vai para além da União Europeia (UE). Mais vasta a Norte, que é o caso da Finlândia e Suécia e é o caso dos países a Leste”.

“Isso significa que se há um todo na Europa, esse todo deve refletir-se, no futuro tendencialmente, numa aproximação à União Europeia e ao mesmo tempo, numa integração da Europa mais os parceiros da NATO”, sublinhou.

Desta forma, resumiu, “o facto de haver países europeus que integram a UE mas querem integrar a NATO e países que não integram nenhuma das duas, mas querem aproximar-se da UE e integrar a NATO é um reforço em termos europeus”.

Questionado sobre se isso poderia levar a um agravamento da guerra com a Rússia, Marcelo referiu que “quem decide o seu destino é cada país. Aparentemente, a confirmar-se essa notícia, há um estado que considera que é melhor para a sua segurança passar a pertencer a uma aliança defensiva”.

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Já sobre a possibilidade de Putin avançar com uma guerra nuclear, o Chefe de Estado ressalva que “o poder nuclear não se pode utilizar de ânimo leve: primeiro pelas consequências terríveis para a humanidade, segundo pela dispersão de armamento nuclear”.

Polémica dos refugiados

Marcelo falou ainda sobre a polémica das associações de acolhimento de refugiados, voltando a garantir que “não chegou nada à Presidência da República sobre presença de influência de terceiros estados em associações de acolhimento de refugiados”

“Sobre Setúbal aquilo que se apurou chegou depois de a comunicação social ter avançado, com uma realidade idêntica”, disse ainda Marcelo.

O Presidente sublinhou que as informações que chegam dos vários estados e estruturas “são classificadas como secretas e muitas delas genéricas. Aqui, interessa saber se especificamente sobre a questão dos refugiados chegou à Presidência da República, alguma informação que dissesse que há influências de outros estados em associações de acolhimento de mirantes e não chegou”, insistiu.

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“Está em curso a investigação, aquilo que a Assembleia tem estado a fazer é continuar o trabalho de compreensão daquilo que se passa nesse caso. É uma matéria difícil, mas é um apuramento que vem sendo feito”, sublinhou.

Pandemia 

Sobre a Covid-19, Marcelo referiu que “compete aos especialistas chamar a atenção para o que vai acontecer e compete às autoridades sanitárias decidir. Há duas maneiras de ver a questão: pela negativa, vamos inserir restrições; pela positiva é vamos vacinar”.

“Também já foi anunciado que está em estudo uma lei de emergência sanitária. Fiquei muito contente com esse anúncio, porque corresponde àquilo que eu propus aos partidos, mas que durante a pandemia não era possível tratar. Agora é”, sublinhou.

Marcelo disse ainda que ia “apreciar e mandar para o tribunal constitucional (a lei), por uma razão preventiva. Imaginem que eu concordo com a lei, temo que comece a haver em vários tribunais recursos e impugnações de cidadãos a dizer que alguma medida é inconstitucional. Dá uma força enorme”, concluiu.

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