Rússia faz novo alerta: “Conflito direto e aberto” com a NATO pode desencadear uma guerra nuclear

Dmitry Medvedev afirmou que se existir um “conflito direto” entre o seu país e os membros da NATO, há risco de ser desencadeada uma guerra nuclear. 

Simone Silva

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou esta quinta-feira que se existir um “conflito direto” entre o seu país e os membros da NATO, há risco de ser desencadeada uma guerra nuclear.

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Em declarações citadas pela ‘Efe’, o responsável sublinhou que “o fornecimento de armas à Ucrânia pelos países da NATO, o treino das suas tropas para utilização de equipamento ocidental, o envio de mercenários e exercícios da Aliança perto das nossas fronteiras aumentam a probabilidade de um conflito direto e aberto entre a NATO e a Rússia”.

Esse conflito, acrescentou, “tem sempre o risco de se transformar numa guerra nuclear de pleno direito”, referiu. “Este será um cenário catastrófico para todos”, afirmou ainda o ex-presidente (2008-2012) e ex-primeiro-ministro da Rússia (2012-2020).

Medvedev referiu também que o Ocidente não deve enganar-se a si mesmo ou aos outros, mas “pensar nas possíveis consequências das suas ações”, acusando-o de travar uma guerra por procuração contra a Rússia na Ucrânia.

Já no dia anterior, o responsável russo fez uma acusação semelhante, desta feita contra os Estados Unidos, acusando-os diretamente dessa estratégia, ao oferecer a Kiev “ajuda (militar) sem precedentes”.

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Recorde-se que a Rússia iniciou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva na Ucrânia que causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas de suas casas – mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 5,9 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

Também segundo as Nações Unidas, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A ONU confirmou ontem que 3.496 civis morreram e 3.760 ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

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