Ucrânia: Parlamento lituano aprova resolução que reconhece a Rússia como “um estado terrorista”

Moção foi aprovada por unanimidade pelos deputados da Lituânia e reconhece as ações russas na Ucrânia como genocídio

Francisco Laranjeira

O Parlamento da Lituânia designou esta terça-feira a Rússia como um país terrorista e as suas ações na Ucrânia como genocídio – os membros do Parlamento aprovaram a resolução por unanimidade, o que tornou a Lituânia o primeiro país a declarar a Rússia nessa condição, segundo dados do Centro de Comunicações Estratégicas e Segurança da Informação da Ucrânia, embora não seja o primeiro país a acusar formalmente a Rússia de genocídio: os deputados do Canadá aprovaram uma moção por unanimidade em abril último.

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A resolução da Lituânia apontou que as forças armadas e mercenários da Rússia cometeram crimes de guerra na Ucrânia, citando as atrocidades relatadas em Bucha, Irpin, Mariupol, Borodyaka, Hostomel e outras cidades, de acordo com a emissora pública de Rádio e Televisão Nacional da Lituânia (LRT). “A Federação Russa, cujas forças militares visam deliberada e sistematicamente alvos civis, é um Estado que apoia e perpetra o terrorismo”, pôde ler-se na resolução. Também reconhece “a agressão armada em grande escala – guerra – contra a Ucrânia pelas forças armadas da Federação Russa e sua liderança política e militar […] como genocídio contra o povo ucraniano”.

A LRT apontou ainda que a resolução descreve a intenção da Rússia de destruir a Ucrânia e quebrar o seu espírito, ao “matar famílias inteiras, incluindo crianças, sequestrar e violar pessoas, gozando com elas e com os corpos dos assassinados”. Os deputados pedem ainda que a Rússia seja responsabilizada por supostos crimes de guerra na Ucrânia e defendem o estabelecimento de um tribunal internacional para investigar as ações da Rússia, com poderes para emitir mandados internacionais de prisão.

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Ruslan Stefanchuk, presidente do Parlamento da Ucrânia, descreveu o comunicado como “histórico”. “Peço ao mundo inteiro que pegue o bastão para que a memória dos assassinatos em massa de ucranianos nunca seja apagada pelo inimigo!”, frisou.

Recorde-se que a Lituânia, que é membro da NATO, tomou outras medidas concretas para se distanciar da Rússia desde o início da sua guerra na Ucrânia – em abril, tornou-se o primeiro país da União Europeia a interromper as importações de gás russo.

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