“Putin não arruinou o Pacto Climático de Glasgow, mas desafiou-o”, diz John Kerry

O enviado presidencial especial dos EUA para o clima afirmou que a guerra na Ucrânia forçou a Europa a agir mais depressa relativamente às energias renováveis.

Executive Digest

John Kerry, o enviado presidencial especial dos EUA para o clima, considerou que a guerra na Ucrânia provocada por Vladimir Putin “não arruinou o Pacto Climático de Glasgow”, mas representou um “desafio” na luta contra o aquecimento global.

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“Ele [Putin] não arruinou o Pacto Climático de Glasgow, mas desafiou-o”, frisou numa entrevista ao podcast “No Hot Air” da BBC Scotland.

Desde a cimeira climática em novembro, a invasão da Ucrânia gerou perturbações no fornecimento global de combustíveis fósseis e também sanções contra a Rússia por parte do Ocidente.

Embora Kerry tenha salientado que mantém-se um ponto de interrogação no que diz respeito às emissões russas, admitiu que a guerra na Ucrânia obrigou a Europa a agir mais depressa no campo das energias renováveis.

“O que Vladimir Putin fez ao utilizar o gás como arma, foi convencer a Europa de que tem de avançar mais depressa”, sublinhou Kerry. “Por isso, a Europa vai tentar avançar no sentido de utilizar as energias renováveis, eólica, solar, etc., mais rápido do que originalmente tinham planeado”.

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Para John Kerry “a chave será encontrar maiores níveis de financiamento a nível internacional para acelerar a transição para essas energias renováveis, de forma a que o investimento comece a ser canalizado para lá mais depressa”.

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