O número de mortes de civis na Ucrânia é superior em “muitos milhares” às estimativas oficiais, revelou em conferência de imprensa Matilda Bogner, que lidera a comissão das Nações Unidas, responsável por monitorizar o cumprimento dos Direitos Humanos na Ucrânia.
“Temos vindo a trabalhar em estimativas, mas tudo o que posso dizer por agora é que o número real será em muitos milhares superior ao que vos estamos a dar”, disse adiantando que a contagem oficial de mortos, entre civis, é de 3.381 pessoas e de feridos 3.680.
UPDATE:@UNHumanRights Monitoring Mission in #Ukraine has so far confirmed 7,061 civilian casualties, including 3,381 killed and 3,680 injured. Real figures are probably much higher.
"Every civilian death is a tragedy," says Matilda Bogner, head of the Mission. pic.twitter.com/6YEhFvRln4
— United Nations Geneva (@UNGeneva) May 10, 2022
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Segundo a responsável, Mariupol é o local onde poderão ter sido mortas mais pessoas que não estão contabilizadas nas estimativas oficiais, cidade que é “o grande buraco negro, onde tem sido difícil para nós aceder e obter informações totalmente confirmadas”.
“Cada civil morto é uma tragédia”, referiu ainda Matilda Bogner.
Recorde-se que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar provocou já a morte de mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.
A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,9 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.













