Cinco crianças morreram de hepatite nos EUA e 109 casos foram detetados, segundo revelou esta sexta-feira o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) revelou o CDC hoje. Já foram revelados quase 300 casos em todo o mundo e já foi confoirmada uma morte, ao passo que quatro estão sobre investigação.
Os cientistas continuam sem entender o que está a causar a doença, com os vírus habituais da hepatite A, B, C, D e E excluídos dos resultados dos testes laboratoriais. A principal teoria é que os adenovírus – que podem desencadear uma constipação comum – podem estar por trás da onda de doenças. Sugestões de uma imunidade enfraquecida, cães de estimação ou uma infeção anterior pela Covid-19 estão em cima da mesa e não podem ser descartadas.
Um total de 14 estados americanos já relataram casos confirmados ou suspeitos da misteriosa hepatite, incluindo seis transplantes de fígado e uma fatalidade no Wisconsin. Dakota do Sul e Ohio confirmaram ontem oito casos entre eles, com médicos em Ohio a garantir que já realizaram um transplante de fígado. Os outros estados que também relataram casos da doença até agora são Alabama, Delaware, Louisiana, Tennessee, Carolina do Norte, Wisconsin, Califórnia e Minnesota.
“Nos últimos dois anos, as crianças foram protegidas da exposição diária a patógenos pelas máscaras, diminuição das interações socais e aulas remotas. Como resultado, é possível que as crianças protegidas da pandemia estejam agora a ter reações mais graves a patógenos comuns como o adenovírus”, explicou Nicole Saphier, radiologista do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova Jersey, em declarações ao tabloide britânico ‘Daily Mail’.
Na passada terça-feira, a Organização Mundial da Saúde declarou que foram relatados pelo menos 228 casos prováveis de hepatite em crianças em 20 países, dizendo que havia mais de 50 outros casos sob investigação.
Portugal já registou seis casos suspeitos de estarem incluídos no surto de hepatite infantil aguda identificado pela Organização Mundial de Saúde, dos quais dois ainda estão em investigação, contabilizou hoje a Direção-Geral de Saúde.













